Rio Branco, Acre,


Guedes diz que valor das próximas parcelas do auxílio emergencial segue indefinido

A estratégia da equipe econômica era prorrogar o auxílio emergencial, mas os valores das parcelas iriam caindo até chegar a cerca de R$ 300 em dezembro

O governo federal ainda está discutindo os valores das próximas parcelas do auxílio emergencial e de onde vai obter recursos para um novo programa, substituto do Bolsa Família.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, no início da tarde desta sexta-feira (28), que o valor das próximas parcelas do auxílio emergencial segue indefinido.

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“A gente sabe que R$ 600 é muito, R$ 200 é pouco. Estamos tentando acertar os números. Mas está tudo claro, tudo tranquilo. Eu sempre repito que o timing quem dá é a política. Nós temos simulações todas preparadas. Agora, o timing do nível do auxílio emergencial ou da Renda Brasil, são decisões políticas”, afirmou Guedes.

Uma decisão do presidente Jair Bolsonaro. Os beneficiários do Bolsa Família recebem o auxílio nos últimos dias de setembro e, sem uma definição das novas parcelas nos próximos dias, voltariam a receber o valor normal do benefício: R$ 190, em média.

A estratégia da área econômica era prorrogar o auxílio emergencial, mas os valores das parcelas iriam caindo até chegar a cerca de R$ 300 em dezembro. E, nesse tempo, seria negociado com o Congresso o novo programa Renda Brasil, que pagaria cerca de R$ 300 a partir de janeiro.

O ministro Paulo Guedes diz que que tudo isso tem de caber no orçamento, respeitando o teto de gastos, que não permite que as despesas públicas aumentem acima da inflação.

Bolsonaro deve apresentar o Renda Brasil para os líderes da base do governo na semana que vem.

O líder na Câmara, Ricardo Barros, do Progressistas, disse que até lá o presidente já saberá de onde vai sair o dinheiro para bancar o programa que vai substituir o Bolsa Família.

Em uma live, Paulo Guedes falou sobre as críticas de Bolsonaro à ideia discutida no Ministério da Economia de obter recursos cortando alguns programas sociais, como Seguro Defeso e Abono Salarial.

“É natural quando você começa a discutir a focalização do programa, chega alguém e diz: ‘tira o Abono Salarial’. Mas isso era uma das possibilidades que estavam sendo examinadas, mas o presidente reagiu com o senso político dele e falou: ‘isso aqui, não, isso não gostei’”, afirmou Guedes.

Guedes usou uma analogia com o futebol ao falar da declaração dura de Bolsonaro sobre essa proposta. Num evento em Minas Gerais, na quarta-feira (26), o presidente disse que o que a equipe econômica propunha era tirar dos pobres para dar para paupérrimos.

“Falei: presidente, isso daí foi carrinho, entrada perigosa. Ainda bem que foi fora da área, senão era pênalti”, afirmou.

Guedes disse que as divergências entre os ministérios são normais, uma referência à ala liderada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que tenta ampliar repasses para investimentos.

“Muita conversa de crise, de briga na equipe, não tem nada disso. Nós conversamos abertamente, transparentemente, e temos debates entre nós, que são normais. É normal que um ministro queira gastar mais numa direção, outro ministro quer gastar mais em outra direção. É natural também que o ministro da Economia, que é responsável pelo orçamento público, diga: olha, se um quiser gastar mais aqui, o outro tem que gastar menos ali. Não vai todo mundo gastar junto”, afirmou Guedes.

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