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“Não foi um acidente, mas sim um homicídio doloso”, diz promotor sobre caso Jonhliane

Por ASCOM

“Não foi um acidente, mas sim um homicídio doloso”, diz promotor sobre caso Jonhliane

Foto: reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da 6ª Promotoria de Justiça Criminal, com atribuições perante a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, obteve decisão favorável ao pedido de prisão preventiva de Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Souza, envolvidos no “racha” que matou Jonhliane Paiva Lima, 30 anos.

A investigação constatou que, no dia 06 de agosto, feriado estadual, os acusados estavam disputando “racha” na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, e fugiram do local do crime, sem prestar socorro à vítima, que estava numa motocicleta a caminho do trabalho no início da manhã.

Ainda segundo a polícia, os dois tinham saído de uma festa e estavam embriagados. Ícaro José da Silva, que dirigia um carro modelo BMW, atropelou a vítima, que era funcionária de uma rede de supermercado. Já Alan Araújo estava em um Fusca, modelo importado.

“As condições sociais e econômicas entre a vítima e o autor do fato são extremamente antagônicas: enquanto a vítima saía às 6h00 da manhã para trabalhar, os autores do fato voltavam às 6h00 da manhã de uma festa embriagados, no meio da semana; enquanto a vítima conduzia uma motocicleta simples, paga em prestações mensais por ela mesma, os autores dirigiam carros de luxo fornecidos por seus pais”, diz o promotor de Justiça Efrain Enrique Mendoza Mendivil Filho.

O promotor acompanha as investigações e se manifestou favorável ao pedido de prisão preventiva. Ele ressalta que os dois rapazes irão responder pelo mesmo crime.

“Não só aquele que colidiu com a motocicleta tem que responder pelo crime, como também o outro condutor. Os dois vão responder por homicídio doloso contra a vítima porque estavam fazendo racha e são autores do crime. É o mesmo crime, a diferença que há é que o carro que passou por cima de vítima e a jogou no ar foi o do Ícaro. Não foi um acidente, mas sim um homicídio doloso”, disse o promotor.

Além da prisão preventiva, o MP acreano pediu a adoção de outras medidas cautelares, entre elas, a quebra do sigilo de dados telefônicos e acesso as redes sociais dos acusados.

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