Rio Branco, Acre,


Guedes acusa Maia de travar privatizações; presidente da Câmara rebate: “Desequilibrado”

Maia também recomendou ao ministro assistir ao filme 'A Queda', que conta as últimas horas de Hitler na Alemanha

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (30) que há boatos de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um acordo com a esquerda para não pautar as privatizações, em resposta às críticas do deputado sobre o andamento da reforma tributária. Maia rebateu, e disse que Guedes está “desequilibrado”.

“Não há razão para parar as privatizações. Há boatos de que haveria acordo do presidente da Câmara com a esquerda para não pautar as privatizações. Nós precisamos retomar as privatizações, temos que seguir com as reformas, temos que pautar todas essa transformação que queremos fazer”, disse Guedes.

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Depois do anúncio de que não há acordo para a reforma tributária, nesta terça-feira, Maia usou as redes sociais para provocar Guedes.

“Por que Paulo Guedes interditou o debate da reforma tributária?”, escreveu o parlamentar.

Após a fala de Guedes, Maia disse que o ministro da Economia está “desequilibrado” e deveria assistir ao filme ‘A Queda’, que conta as últimas horas de Adolf Hitler à frente da Alemanha nazista.

“Paulo Guedes está desequilibrado e deveria assistir ao filme A Queda”, disse Maia.

Nesta quarta, depois de um resultado positivo na geração de empregos em agosto, Guedes apareceu de surpresa na entrevista marcada para comentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostrou a abertura de 249.388 vagas no mês de agosto.

“A retomada do crescimento vem pela aceleração dos investimentos em cabotagem, infraestrutura, logística, setor elétrico, privatizações, Eletrobras, Correios, estamos esperando. Temos também o banco central independente”, disse Guedes, sem responder perguntas de jornalistas.

Até agora, o governo só enviou ao Congresso a privatização da Eletrobras, que encontra resistências da sua própria base aliada. A privatização dos Correios, por exemplo, citada pelo ministro, não foi formalmente proposta. [Foto de capa: Adriano Machado]

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