Rio Branco, Acre,


Ministério Público quer júri popular para Ícaro e Alan pela morte de Jonhliane

"É o povo que deve decidir se vai permitir ou não esse tipo de crime", disse o promotor Mendonza

O Ministério Público do Acre (MPAC) pediu, em denúncia oferecida à 2ª Vara do Tribunal do Júri, que Ícaro José Pinto e Alan Araújo de Lima, investigados pela prática de racha que resultou no atropelamento e morte da trabalhadora Jonhliane Paiva, vão a júri popular. Caberá ao juiz Alesson Brás tornar ré a dupla.

Para o promotor do MPAC Efrain Enrique Mendonza, o caso é emblemático, podendo representar um divisor de águas para casos de morte por atropelamento oriundos de racha e embriaguez. “É o povo que deve decidir se vai permitir ou não esse tipo de crime”.

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Se a denúncia for aceita pelo juiz, Ícaro e Alan poderão responder pelos crimes de homicídio qualificado, racha, omissão de socorro, fuga do local e exposição de terceiros ao perigo. Além disso, Ícaro, isoladamente, pode virar réu por embriaguez ao volante.

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O caso aconteceu no dia 6 de agosto. Ícaro, que conduzia a BMW que teria atropelado Jonhliane, chegou a ultrapassar a velocidade de 150 km/h quando o limite era de 40 km/h. Para o promotor, as provas da culpa dos amigos são irrefutáveis. O laudo contendo detalhes do crime tem mais de 100 páginas.

Mendonza entende que, por mais que Alan não fosse o condutor do veículo que teria atropelado e matado a trabalhadora, o racha aconteceria sem sua participação, o que o enquadraria no crime de homicídio, além de outros quatro. A dupla está presa.

(Foto: Leandro Chaves)

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