Rio Branco, Acre,


Santos e Robinho anunciam suspensão de contrato: ‘Se estou atrapalhando, melhor que eu saia’

Jogador e clube afirmam que o atleta vai se concentrar na defesa de acusação de estupro na Itália, depois de ter que lidar com pressão de patrocinadores

O Santos anunciou nesta sexta-feira (16) a suspensão do contrato do atacante Robinho, que divulgou vídeo confirmando a saída do clube. Como o GLOBO informou, a decisão estava em análise ao longo do dia, e dividiu o clube, depois da  repercussão negativa da reportagem do Ge desta sexta-feira, que tornou públicas transcrições de interceptações telefônicas do jogador, condenado em primeira instânciana Itália pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa.

“Galera, aqui é o Robinho. Com muita tristeza no coração, venho falar para vocês que tomei a decisão junto com o presidente de ter a suspensão do meu contrato, nesse momento conturbado da minha vida. Meu objetivo sempre foi ajudar o Santos, e se eu estou atrapalhando, mellhor que eu saia e foque nas minhas coisas pessoais. Para os torcedores do Peixão, e os que gostam de mim, com certeza vou provar minha inocência”, disse Robinho, em vídeo nas redes sociais.

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O Santos confirmou a saída do jogador em seguida, depois de ter que lidar com pressão de patrocinadores.

“O Santos Futebol Clube e o atleta Robinho informam que, em comum acordo, resolveram suspender a validade do contrato firmado no último dia 10 de outubro para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália”, afirmou o clube em comunicado.

A decisão coube ao presidente Orlando Rollo e ao seu conselho gestor. Enquanto isso, Robinho seguia treinando e estava regularizado. No departamento de futebol, havia total respaldo ao atleta. O técnico Cuca tinha a intenção de promover a estreia tão logo o conselho deliberativo aprovasse o acordo na quarta-feira. E o estafe do clube via os desdobramentos do caso como um linchamento virtual de uma pessoa que está livre perante à Justiça.

Mas a ala comercial do Santos, que precisou lidar com a fúria das empresas que apoiam o clube, tentava conter danos à imagem da instituição e conversava com os patrocinadores para que eles não saíssem em debandada. O setor não foi ouvido pela diretoria na hora de decidir pela contratação do jogador. E aguardava orientações da cúpula do clube. [Foto de capa: Ivan Storti]

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