Anvisa autoriza retomada dos testes da CoronaVac

Por O GLOBO 11/11/2020 Ă s 10:52

A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira a retomada dos testes da vacina contra Covid-19 CoronaVac, produzida pela empresa chinesa SinoVac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, no Brasil. Segundo a Anvisa, a decisĂŁo foi tomada “apĂłs avaliar os novos dados apresentados”.

“ApĂłs avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensĂŁo do estudo (conforme listado na tabela), a ANVISA entende que tem subsĂ­dios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possĂ­vel relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina”, escreveu a agĂȘncia, em nota.

Na segunda-feira Ă  noite, a agĂȘncia anunciou que os estudos seriam suspensos apĂłs “evento adverso grave” durante a fase de testes da vacina. O GLOBO apurou que o evento grave informado na nota da Anvisa foi a morte de um voluntĂĄrio. De acordo com boletim de ocorrĂȘncia registrado em SĂŁo Paulo, a morte deu-se em decorrĂȘncia de um suicĂ­dio.

A suspensão provocou críticas do Butantan, que defendia que a morte não tinha relação com a vacina e que teria sido avisado da suspensão dos testes pela impresa.

Em resposta, a Anvisa afirmou que as informaçÔes fornecidas Ă  agĂȘncia sobre o caso foram “insuficientes e incompletas” e que avisou o Butantan 38 minutos antes de divulgar a informação.

Na nota divulgada hoje, a Anvisa afirma que na segunda-feira, quando suspendeu os testes, nĂŁo havia sido informada sobre a causa do evento adverso grave.

AlĂ©m disso, diz que o boletim de ocorrĂȘncia relativo ao caso nĂŁo havia sido enviado. Segundo a agĂȘncia, esses dados foram entregues somente ontem.

“A medida, de carĂĄter exclusivamente tĂ©cnico, levou em consideração os dados que eram de conhecimento da AgĂȘncia atĂ© aquele momento e os preceitos cientĂ­ficos e legais que devem nortear as nossas açÔes, especialmente o princĂ­pio da precaução que prevĂȘ a prudĂȘncia, a cautela decisĂłria quando conhecimento cientĂ­fico nĂŁo Ă© capaz de afastar a possibilidade de dano”, afirmou a agĂȘncia.

A Anvisa ressaltou ainda que a suspensão dos testes não significa necessariamente que o produto não tenha qualidade, segurança ou eficåcia.

“A suspensĂŁo e retomada de estudos clĂ­nicos sĂŁo eventos comuns em pesquisa clĂ­nica e todos os estudos destinados a registro de medicamentos que estĂŁo autorizados no paĂ­s sĂŁo avaliados previamente pela Anvisa com o objetivo de preservar a segurança para os voluntĂĄrios do estudo”, disse.

 

Com informaçÔes e foto de capa do O Globo

 

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