BebĂȘ morre apĂłs ser abandonada em casa apenas com mamadeira e bolachas

Por NOTÍCIAS AO MINUTO 17/11/2020 às 09:13

A mãe deixou a criança apenas com uma mamadeira e bolachas

Começarå esta semana na Espanha o julgamento da mulher que é acusada de ter matado a filha de 17 meses.

Segundo o La Voz Digital, a mulher ficou gråvida no Marrocos e mudou-se para Espanha no final de março de 2017 para esconder esta situação do seu pai, por razÔes culturais e sociais.

A mĂŁe e os irmĂŁos mais velhos eram quem lhe financiava a estadia na Espanha, na cidade de MĂĄlaga.

A mulher deu à luz em 4 de maio de 2017 e meses depois começou a trabalhar numa discoteca. Durante esse período ela teria deixado a criança, por dois meses seguidos, toda a noite sozinha em casa.

HĂĄ relatos que ela chegava a sair do seu turno de trabalho e ia dormir na casa de uma amiga, alegando que nĂŁo queria acordar a filha.

Mas tarde, a negligĂȘncia agravou-se e a mulher passou a deixar a criança durante todo o dia sozinha.

Só regressava em casa à noite para lhe dar de comer e voltava a sair para retomar a sua vida social, enquanto a criança ficava desprovida de qualquer cuidado ou afeto.

Os vizinhos contam que ouvia-se frequentemente o seu choro, o qual só acabava quando a criança se deixava vencer pelo cansaço.

Em outubro de 2018, a mĂŁe decidiu abandonar definitivamente o apartamento, deixando a filha dormindo sobre a cama, com a porta e as janelas fechadas, e com apenas uma mamadeira e algumas bolachas.

Segundo a acusação, a mulher estava consciente de que desta forma acabaria por provocar a morte da filha, uma vez que como mĂŁe e Ășnica responsĂĄvel deixaria de prestar-lhe a atenção indispensĂĄvel para a sua sobrevivĂȘncia”.

A descoberta foi feita quando os seus irmĂŁos vieram visitĂĄ-la e questionaram-na sobre o paradeiro da bebĂȘ.

Inicialmente, a acusada disse que esta estava aos cuidados de uma amiga e que jå não a via hå quatro dias, mas pressionada pelos familiares acabou confessando que abandonou a filha. Não hå informaçÔes sobre o pai da criança.

O tribunal pede uma pena de prisão de 21 anos pelo abandono da criança, que culminou na sua morte.

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