Rio Branco, Acre,


Cubanos comemoram vitória de Biden e aguardam melhora das relações entre países

População torce por fim de restrição impostas por Donald Trump; assessores de Biden sugerem que não será tão simples

A eleição de Joe Biden projetada pela imprensa americana, recolocando o Partido Democrata no comando do governo dos EUA, foi recebida com festa em Cuba, aumentando a esperança de uma mudança de rumo nas relações entre os dois países, que voltaram a se deteriorar durante o governo de Donald Trump.

Nas ruas de Havana, buzinas e aplausos recepcionaram a notícia. Apesar de ninguém apostar no fim do embargo imposto por Washington, uma recordação dos tempos da Guerra Fria, a torcida é para que as coisas pelo menos retornem ao cenário do governo Obama, quando houve gestos concretos de aproximação, incluindo uma visita do presidente à ilha.

Segundo a agência Reuters, um dos assessores para Política Externa de Biden afirmou que vai reverter algumas das decisões tomadas por Trump, como restrições ao turismo de americanos e transferências de dinheiro entre os dois países.

Washington poderia também enviar diplomatas de volta à ilha, depois de seu staff na embaixada ter sido reduzido durante o governo do republicano, após uma doença misteriosa atingir funcionários. Por outro lado, ele deixou claro que o fim do embargo não está em pauta, e que as mudanças serão graduais e podem demorar a sair.

O governo cubano ainda não emitiu declarações sobre os resultados, mas a população já traça suas expectativas sobre o presidente eleito.

— Estou muito feliz — afirmou a economista aposentada Miriam Corrales, à TV estatal.  — Biden me passa a impressão de que fará o possível para aliviar as sanções e deixar para trás as pressões que vivemos sob Trump.

Outros lembram dos impactos da política de pressão econômica imposta pela Casa Branca nos últimos quatro anos.

— Trump queria nos enterrar vivos — disse Mercedes Rodríguez, professora que depende do dinheiro que a irmã envia todos os meses dos EUA.

No mês passado, a dias da eleição, o governo americano vetou transferências de dinheiro envolvendo empresas ligadas às Forças Armadas, praticamente interrompendo todos os envios. Na época, o governo cubano considerou que a medida era “criminosa”.

Além de questões ideológicas, o endurecimento das ações relacionadas a Cuba também teve objetivo eleitoral: dessa forma, o republicano buscou agradar o eleitorado latino conservador, uma parcela importante de seus apoiadores e que lhe ajudaram a vencer na Flórida e no Texas. [Capa: Alexandre Meneghini/Reuters]

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