Rio Branco, Acre,


Luis Arce nomeia novo comando militar, retirando o que pressionou por saída de Evo Morales

Presidente pede à nova liderança que garanta a estabilidade de seu governo

O presidente da Bolívia, Luis Arce, nomeou uma nova liderança militar nesta segunda-feira (16) e pediu às Forças Armadas que garantissem a estabilidade de seu governo, um ano após os militares retirarem o apoio ao ex-presidente Evo Morales — o que precipitou a renúncia do ex-chefe de Estado.

Arce pediu aos novos líderes militares que trabalhem juntos “para defender a democracia, a paz social e garantir a estabilidade do nosso governo, eleito pela vontade soberana do povo no marco da Constituição Política do Estado”.

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As mudanças militares geralmente acontecem em dezembro ou janeiro de cada ano, mas o novo presidente optou por fazê-las uma semana após assumir o poder. No passado, Morales alegara várias vezes que a liderança demitida tivera participação em um golpe para tirá-lo do governo há um ano.

Durante uma cerimônia pública realizada na sede do governo, Arce afirmou que “hoje temos o grande desafio de que o povo boliviano volte a confiar nas Forças Armadas, a confiança de que as Forças Armadas respeitarão os processos democráticos”.

Em novembro de 2019, deram um ultimato a Morales para deixar o poder, após semanas de protestos da oposição que alegava fraude no resultado de uma eleição presidencial que daria ao então presidente o quarto mandato.

Dias antes do ultimato militar, os policiais também se amotinaram. Morales renunciou e ficou exilado no México, antes de se mudar para a Argentina um mês depois, de onde voltou na semana passada.

Luis Arce, eleito com 55% dos votos em outubro e que tomou posse na Presidência em 8 de novembro, nomeou nove novos chefes militares que serão liderados pelo general Jaime Zabala, nomeado comandante-chefe.

No ato, o novo comandante afirmou que as Forças Armadas são a instituição de “segurança e defesa integral do Estado”.

— Deixemos que a unidade nacional, a estabilidade, o interesse coletivo e a integração nos permitam sair do ódio e da intolerância — disse Zabala. [Capa: Aizar Raldes/AFP]

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