Rio Branco, Acre,


Pesquisa sobre vacina preventiva contra o HIV deve selecionar 100 voluntários em Manaus

Estudo é coordenado no Amazonas pela Fundação de Medicina Tropical.

Uma pesquisa sobre uma vacina preventiva contra o HIV-1, uma cepa do vírus do HIV, vai selecionar 100 voluntários em Manaus e na região metropolitana. O estudo Mosaico iniciou os trabalhos no Amazonas na terça-feira (1) e vai ser coordenado pela Fundação de Medicina Tropical.

Atualmente, o Mosaico é o estudo mais avançado sobre um imunizante contra o HIV. Ele começou nos Estados Unidos, em 2019, e agora está sendo realizado em oito países de três continentes. No Brasil, além do Amazonas, outros cinco estados participam da pesquisa.

O intuito é inscrever, em todo o estudo, 3.800 homens que fazem sexo com homens e pessoas transgênero com idade entre 18 e 60 anos. Esses grupos foram selecionados porque são os mais afetados pelo HIV no Brasil.

Além desses requisitos, é necessário que os participantes tenham HIV negativo, não estejam atualmente usando “Profilaxia Pré-Exposição” e nem tenham o interesse em usar o medicamento; e sejam homens cisgêneros ou pessoas trans.

Segundo o estudo, atualmente, 38 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com HIV e em 2019 houve 1,7 milhões de novas infecções por HIV-1. No Brasil, foram 41.909 novos casos.

O regime de vacina experimental sendo testado no estudo foi desenvolvido pela Janssen Pharmaceutical Companies da Johnson & Johnson e seu consórcio de parceiros globais.

Os interessados em participar da pesquisa podem preencher uma ficha de inscrição disponibilizada no site do estudo e tirar dúvidas pelo pelo telefone (92) 99512-0687.

HIV no Amazonas

O Amazonas apresentou redução no número de diagnósticos de HIV nos oito primeiros meses de 2020, de acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), do Ministério da Saúde (MS). O governo considera que a redução ocorreu em razão da pandemia de Covid-19.

Até agosto de 2020 foram diagnosticados 632 casos de HIV no estado, dos quais apenas um registrado em criança. No mesmo período de 2019, foram 1.630 casos.

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