O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o JuĂzo da 10ÂȘ Vara Federal Criminal do Distrito Federal compartilhe com a defesa do ex-presidente da RepĂșblica Luiz InĂĄcio Lula da Silva as mensagens arrecadadas na Operação Spoofing – investigação que mirou grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades, incluindo procuradores da força-tarefa da Lava Jato, o ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro.
“Diante da verossimilhança da alegação e tendo em conta o direito constitucional Ă ampla defesa, defiro, por enquanto, sem prejuĂzo de providĂȘncias ulteriores, o pedido deduzido pelo reclamante com fundamento nos arts. 6Âș , 8Âș , 77, I, e 139, IV, do CĂłdigo de Processo Civil, para autorizar o compartilhamento das mensagens informais trocadas no Ăąmbito da Força-tarefa Lava Jato, encontrĂĄveis nos arquivos arrecadados ao longo da Operação Spoofing”, escreveu o ministro em sua decisĂŁo.
Segundo o despacho datado desta segunda, 28, o petista sĂł poderĂĄ ter acesso as conversas que “lhe digam respeito, direta ou indiretamente, bem assim as que tenham relação com investigaçÔes e açÔes penais contra ele movidas na 13ÂȘ Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira”.
Lewandowski deu prazo de dez dias para que a Justiça do DF cumpra a determinação, com o apoio de peritos da PolĂcia Federal.
Na decisĂŁo, o ministro do Supremo Tribunal Federal indicou ainda que os arquivos arrecadados na Spoofing somam cerca de 7 TB de memĂłria, “envolvendo inclusive terceiras pessoas”.
Nessa linha, o magistrado reforçou que os dados e informaçÔes relacionados a tais pessoas “deverĂŁo permanecer sob rigoroso sigilo”.
