Rio Branco, Acre,


A 200 dias das Olimpíadas, campeões mandam recados para 2021

Ricardo Lucarelli, do vôlei, Beatriz Ferreira, do boxe, e Pâmela Rosa, do skate, enviam mensagens para o ano novo --e olímpico-- que está chegando

Se você pudessem mandar uma mensagem para o ano novo que está chegando, qual seria? O ge fez essa pergunta para três campeões que devem estar nos 2, que começam daqui a exatos 200 dias, em 23 de julho. As respostas são diferentes, mas com o mesmo sentimento: superar as adversidades do ano que passou, em meio a uma pandemia, e transformar em força neste ano que se inicia com a esperança de vitória, contra o vírus e também nas Olimpíadas.

O campeão olímpico Ricardo Lucarelli, por exemplo, precisou lidar com a morte do pai, Sérgio, justamente nos meses em que havia acabado de mudar para a Itália, onde passou a jogar no Trentino. Em razão da pandemia, o jogador da seleção brasileira de vôlei não conseguiu nem sequer dar adeus ao pai no Brasil. E mesmo sem sem se reunir com os colegas de seleção há mais de um ano, Lucarelli tem uma mensagem otimista para o novo ano olímpico.

– É, 2021, estou ansioso por você. Um ano com Olimpíada, espero poder participar mais uma vez e ir muito bem. Vou aproveitar muito minha família e meus amigos, vou curtir bastante, tirar todo atraso de 2020 e que eu possa ser muito feliz. Estou ansioso por você, me receba de braços abertos – afirma Lucarelli.

Lucarelli, destaque da seleção brasileira de vôlei — Foto: Ricardo Moraes / Reuters
Lucarelli, destaque da seleção brasileira de vôlei — Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Ao contrário de Lucarelli, que joga na seleção de vôlei já classificada para Tóquio, a boxeadora Beatriz Ferreira ainda precisa garantir sua vaga, pois o pré-olímpico que seria no início do ano também foi adiado. Bia é a atual campeã mundial e também a número 1 do ranking na sua categoria, por isso está confiante na classificação. Em 2020, ela lutou apenas o campeonato brasileiro, que ganhou novamente. No restante do ano, treinou e treinou. Preparação feita no Brasil e na Missão Europa, em Portugal, na qual o Comitê Olímpico do Brasil (COB) levou 238 atletas, de 24 modalidades, ao custo de R$ 13 milhões para fazer a preparação rumo a Tóquio.

– Fala, 2021, vem tranquilo que a gente tá te esperando mas não precisa vir igual seu irmão. Espero que você melhore e a gente saiba aproveitar bastante esse ano que eu acredito que seja da vitória. Contigo vai vir os Jogos Olímpicos, momento muito importante e muito especial para mim. Estou te aguardando – diz Bia Ferreira.

Beatriz Ferreira, a Bia, é ouro no boxe dos Jogos Pan-Americanos de Lima — Foto: Ivan Alvarado/Reuters
Beatriz Ferreira, a Bia, é ouro no boxe dos Jogos Pan-Americanos de Lima — Foto: Ivan Alvarado/Reuters
Quem teve que adiar a estreia olímpica, dela e do esporte que pratica, foi outra campeã mundial: Pâmela Rosa. Líder do ranking mundial quando todos os campeonatos de skate começaram a ser cancelados e adiados por todo o mundo, Pâmela é nome certo nos Jogos Olímpicos de Tóquio, os primeiros em que skatistas também estarão competindo por medalhas. E ela é uma das brasileiras favoritas a subir no pódio no Japão.
– Que 2021 seja o ano de muitas conquistas, não só no skate, mas na vida. Que isso tudo possa passar logo e que possamos começar o ano com o pé direito. Poder fazer um ano excelente e aproveitar cada minuto que passa. Com certeza focar ainda mais nas Olimpíadas e que as competições possam voltar logo. Um ano pra fazer as coisas certinhas com todo cuidado – afirma Pâmela.

Pâmela Rosa é campeã do Mundial de skate street — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Pâmela Rosa é campeã do Mundial de skate street — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

 

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