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Cristiane sobre futebol na infância: “Queria ganhar bola e me davam boneca”

Por METRÓPOLES

Aos 35 anos, a atacante Cristiane Rozeira inicia 2021 com a mesma fome de bola de quando era criança.

Artilheira da Seleção Brasileira em quase 20 anos de serviços prestados, a jogadora reconhece que o momento do futebol feminino é melhor do que em sua infância – embora esteja longe do ideal.

“Desde pequenininha, eu tive uma dificuldade grande. Eu sempre queria ganhar a bola de presente e me davam boneca. Eu não gostava, queria ganhar uma bola de futebol, que era o que me deixava feliz”, recorda Cristiane.

Essa lembrança e outras da atacante serão contadas em episódio inédito da série Entrevista – Infâncias, que vai ao ar na próxima terça-feira (12/1), às 20h45, no Canal Futura.

Atual atacante do Santos, Cristiane é uma das jogadoras mais bem sucedidas no futebol feminino.

Ela já viajou o mundo ao defender times como Wolfsburg (Alemanha), Linköping FC (Suécia), Chicago Red Stars (Estados Unidos), Paris Saint-Germain (França) e Changchun Dazhong Zhuoyue (China).

Futebol como profissão
Ter uma carreira como a de Cristiane, hoje, é o sonho de muitas meninas. Para a camisa 11 da Seleção, porém, isso era inimaginável em sua época de criança.

“Eu nunca tinha visto, na época, o futebol como uma profissão. Eu gostava de jogar, era uma diversão e era uma dificuldade muito grande, porque não havia os espaços para a mulher poder praticar o futebol.”

De acordo com Cristiane, graças às redes sociais, o futebol feminino hoje tem muito mais visibilidade.

Isso faz com que, ao contrário de como foi com ela, crianças sonhem em serem profissionais do futebol.

“Estou jogando bola há quase 20 anos na seleção e eu nunca tive tanta visibilidade quanto se tem hoje, porque as mídias sociais facilitam, fazem com que isso chegue até as crianças, até as meninas, e dá uma esperança maior para elas”, avalia.

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