Deputado propÔe prorrogar auxílio emergencial até abril com valor de R$ 600

Por UOL 22/01/2021 Ă s 11:16

Um projeto de lei apresentado no Congresso prorroga o pagamento do auxílio emergencial até abril deste ano, no valor de R$ 600 mensais.

Ele tramita na CĂąmara dos Deputados e precisa ser aprovado pela CĂąmara e pelo Senado e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para entrar em vigor.

O auxĂ­lio foi criado em abril do ano passado como medida de enfrentamento aos efeitos da pandemia de covid-19 para os trabalhadores, sobretudo informais e desempregados.

Foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 (mulheres chefes de famĂ­lia receberam o dobro).

O programa foi extinto em 31 de dezembro, restando apenas pagamentos residuais neste mĂȘs. HĂĄ discussĂ”es na sociedade e no Parlamento sobre a prorrogação do programa, com a alta de casos de covid-19 neste inĂ­cio de ano, mas o governo Bolsonaro nĂŁo dĂĄ sinais de que vĂĄ continuar com o programa.

Autor do projeto, o deputado Chiquinho BrazĂŁo (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econĂŽmicas trazidas pelo auxĂ­lio emergencial devem ser mantidas.

“Ainda que de forma temporĂĄria, o benefĂ­cio contribuiu para reduzir o Ă­ndice de pobreza da população e para manter a atividade econĂŽmica”, diz BrazĂŁo.

“Caso o auxĂ­lio nĂŁo tivesse sido oferecido desde abril de 2020, o Ă­ndice de pobreza teria saltado para 36% durante a pandemia. AlĂ©m da queda de renda da população, o fim do benefĂ­cio vai afetar a arrecadação de estados e municĂ­pios e os pequenos comĂ©rcios locais”, acrescentou.

STF

Uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2020, garantiu a prorrogação das medidas sanitĂĄrias de enfrentamento Ă  pandemia, mas nĂŁo prorrogou o decreto que reconheceu o estado de calamidade pĂșblica nem o pagamento do auxĂ­lio emergencial.

Na prĂĄtica, com o fim do estado de calamidade, o governo volta a ficar submetido Ă s imposiçÔes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo obrigado a cumprir metas de execução do Orçamento e limites de endividamento e de gastos com pessoal, o que limita os recursos disponĂ­veis para financiar polĂ­ticas de assistĂȘncia social e açÔes emergenciais na saĂșde e no setor produtivo.

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