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Entra em vigor nesta terça em Rio Branco lei que pune discriminação contra LGBTs

Por LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

Entra em vigor nesta terça em Rio Branco lei que pune discriminação contra LGBTs

Entrou em vigor nesta terça-feira (5), em Rio Branco, a lei que pune pessoas e estabelecimentos por discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). A pena vai de advertência a multa, podendo chegar, no caso de empreendimentos, à suspensão de atividades e cassação de alvarás de funcionamento.

De autoria do ex-vereador Jakson Ramos (PT), a legislação de número 2.389/2020 foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pela ex-prefeita Socorro Neri (PSB) em dezembro do ano passado.

A lei considera como ato discriminatório a violência física em razão da orientação sexual ou identidade de gênero e a proibição do ingresso ou da permanência desse grupo em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado.

Além disso, a prática de atendimento selecionado ou a cobrança a mais por serviços também configura crime, bem como o impedimento de locação, compra ou aquisição de bens móveis ou imóveis.

Representa ainda infração a restrição de acesso a transportes públicos, como ônibus, táxis e similares, ou a hotéis, motéis e pensões. Recusar, negar, impedir ou dificultar a inscrição ou ingresso de aluno LGBT em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer nível também é proibido nos termos da lei.

Por fim, haverá punição a quem publicar, em meios de comunicação ou redes sociais, conteúdos que incitem ou induzam a violência e o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Autor da lei é o ex-vereador Jakson Ramos, do PT / Foto: Arquivo

“Nosso mandato trabalhou ao longo desses quatro anos para dar voz às minorias e com a comunidade LGBTQIA+ não seria diferente. O que esperamos com essa lei é assegurar que Rio Branco seja exemplo para o nosso país – que é um dos mais perigosos para este grupo – um lugar onde todos tenham o pleno direito à liberdade de expressão e estejam amparados para que não ocorram mais casos de discriminação, que muitas vezes levam à morte pessoas inocentes”, disse o ex-vereador Jakson Ramos.

O também médico comenta que perdeu uma prima, Fernanda Machado da Silva, para a LGBTfobia. Ela foi assassinada cruelmente com apenas 27 anos de idade. “É importante que a comunidade LGBTQIA+ se sinta segura e esta lei vem justamente para garantir isso”, finalizou o petista.

A regulamentação da legislação, como a definição dos valores das multas, por exemplo, ficará a cargo da atual e recém-empossada gestão, que deverá fazê-lo em até 90 dias.

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