Estudante brasileira descobre asteroide

Por AGÊNCIA BRASIL 23/01/2021 às 08:04

O cĂ©u de 7 de janeiro de 2021 nĂŁo passou desapercebido para Micaele Gomes, de 16 anos, que faz o terceiro ano do ensino mĂ©dio na rede pĂșblica de SĂŁo Paulo.Estudante brasileira descobre asteroideEstudante brasileira descobre asteroide

Em imagens captadas pelo telescópio do projeto Pan-STARRS1, que fica no alto de um vulcão inativo de cerca de 3 mil metros de altitude no Havaí, um corpo celeste com trajetória em linha reta chamou a atenção ds Micaele.

Era um asteroide que foi, provisoriamente, identificado como P11bEV1.

A estudante faz parte do Projeto Caça Asteroides, ligado Ă  Universidade Estadual de SĂŁo Paulo (Unesp), que foi selecionado por um programa da AgĂȘncia Espacial Norte-Americana (Nasa), o IASC (International Astronomical Search Collaboration). A proposta da Nasa Ă© contar com a cooperação de cientistas e cidadĂŁos do mundo inteiro para descobertas sobre o universo.

Micaele Gomes, que jĂĄ participou da OlimpĂ­ada Brasileria de Astronomia e AstronĂĄutica (OBA) diz que se orgulha de representar estudantes de escola pĂșblica e que espera inspirar outras meninas. ”Poder contribuir para a ciĂȘncia desta forma representa muito a realização de um sonho. É muito legal ter um pouco dos meus sonhos registrados no espaço.’

A estudante integra um grupo, de cinco alunos, organizado pela graduanda em Física da Unesp, Helena Ferreira Carrara, como parte do projeto de iniciação científica da graduação e do Observatório de Astronomia de Bauru.

Os achados do projeto Caça Asteroides vĂŁo contribuir para os estudos de astrĂŽnomos profissionais, que nem sempre tĂȘm tempo para analisar as imagens capturadas pelos telescĂłpios, destaca Helena.

Ela explica que a criação do projeto foi inspirada na filosofia da ciĂȘncia cidadĂŁ e na inclusĂŁo de alunos, especialmente da rede pĂșblica, que enfrentam desafios para aprofundar pesquisas, mas que podem ajudar as agĂȘncias espaciais, como Ă© o caso de Micaele.

O asteroide descoberto por Micaele Gomes agora terå as características e rota analisadas por astrÎnomos profissionais, trabalho que pode levar até cinco anos.

Após esse período, o estudo serå catalogado pelo Minor Planet Center (Harvard) e então poderå ser batizado pela descobridora. A proposta serå então levada à União AstronÎmica Internacional, órgão que designa oficialmente essas identificaçÔes.

Sobre o nome, Micaele diz que, com calma, nos prĂłximos dias ou meses, pensarĂĄ em algo especial que represente bem este momento.

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