Um grande incĂȘndio atingiu nesta quinta-feira (21) o complexo do Instituto Serum, na Ăndia (SII), o maior fabricante mundial de vacinas.
O chefe do instituto, Adar Poonawalla, disse que a produção de imunizantes contra a covid-19 não foi atingida e que não haverå perda de doses da vacina da AstraZeneca por causa do incidente.
VĂdeos e fotos da ANI, uma parceira da Reuters, mostraram fumaça negra saindo de um edifĂcio cinza, do complexo gigantesco que sedia o SII em dezenas de hectares na cidade de Pune, no oeste indiano.
“Obrigado a todos por sua preocupação e suas oraçÔes”, disse Poonawalla, no Twitter.
“AtĂ© agora, o mais importante Ă© que nĂŁo houve perda de vidas ou grandes ferimentos devido ao incĂȘndio, apesar de alguns andares terem sido destruĂdos”.
Ele tambĂ©m afirmou que o instituto tem vĂĄrios prĂ©dios que abrigam a produção de vacinas para lidar com contingĂȘncias.
O SII estĂĄ produzindo, por mĂȘs, cerca de 50 milhĂ”es de doses de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, em outras instalaçÔes do complexo.
O Corpo de Bombeiros informou que ao menos cinco caminhĂ”es foram enviados para combater as chamas no edifĂcio, que uma fonte descreveu como uma “planta de vacina em construção”.
Ainda nĂŁo foi divulgado comunicado sobre a causa do incĂȘndio.
Muitos paĂses de renda baixa e mĂ©dia dependem da entrega das vacinas do SII para enfrentar a epidemia.
A vacina da AstraZeneca jĂĄ estĂĄ sendo usada na Ăndia, e tambĂ©m foi enviada a paĂses como Bangladesh, Nepal, Maldivas e ButĂŁo.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) busca importar 2 milhĂ”es de doses da vacina de Oxford para a imunização no Brasil, mas a carga ainda nĂŁo foi liberada pelo governo indiano e Ă© alvo de conversas entre os dois paĂses.

