Rio Branco, Acre,


AM confirma mais dois casos de reinfecção com variante brasileira do coronavírus

Governo aguarda resultado de outros 12 casos que seguem em investigação. Reinfecções confirmadas ocorreram pela variante brasileira

O Amazonas confirmou mais dois casos de reinfecção pelo novo coronavírus, nesta terça-feira (9), informou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O primeiro caso de reinfecção foi confirmado no dia 13 de janeiro desse ano.

Nos dois novos casos, as amostras apontaram que a reinfecção ocorreu pela variante brasileira do vírus. A confirmação foi feita por meio de sequenciamento genético, realizado em parceria com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O Amazonas enfrenta um novo surto de Covid-19 e cientistas apontam que a segunda onda pode ter sido causada pela variante. Até esta terça (8), mais de 9,2 mil pessoas morreram com a doença.

Conforme a FVS, os casos investigados são de pacientes que atendem aos critérios de definição de reinfecção, que inclui a realização de dois exames de RT-PCR com resultado positivo, no intervalo de 90 dias entre a primeira e a segunda infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

A primeira notificação de reinfecção é de uma mulher, de 50 anos, com RT-PCR que apresentou resultado positivo para Covid-19, nos dias 19 de outubro de 2020 e 19 de janeiro de 2021.

O segundo caso é de uma mulher, de 40 anos, que teve a primeira infecção por SARS-CoV-2 no dia 22 de abril de 2020, e a segunda infecção no dia 29 de janeiro de 2021. Na segunda vez em que foi acometida pelo vírus, a mulher não apresentou sintomas gripais.

Em todos os casos de segunda infecção pela doença, as pacientes evoluíram para alta médica, sem complicações pela enfermidade. A FVS-AM aguarda, ainda, o resultado de outros 12 casos que seguem em investigação.

AM tem 66 casos da variante

O Amazonas possui 66 casos confirmados da variante brasileira do novo coronavírus, informou o pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

De acordo com ele, os resultados foram positivos em 51% (28) das 55 amostras analisadas em dezembro do ano passado. Já em janeiro, o percentual foi de 92% (38) dos 41 casos coletados até o fim do mês.

O pesquisador informou que mais experimentos precisam ser feitos para ter 100% de certeza se a variante brasileira tem maior potencial de contágio. Porém, em comparação com as variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, tudo indica para maior transmissão.

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