Rio Branco, Acre,


Homem mata cachorro a pedrada após animal urinar em seu sapato

O agressor do cachorro confessou o crime e vai responder por maus-tratos a animais

 

Um agricultor de 42 anos tirou a vida de um cachorro após o animal urinar em seu sapato. O crime brutal aconteceu no Setor 3 de Monte Negro (RO), no Vale do Jamari, na última quinta-feira (4).
Testemunhas do crime que ficaram indignadas com a violência acionaram a Polícia Militar, que esteve no local e conversou com a esposa do criminoso. Segundo ela, o cachorro do vizinho entrava com frequência no quintal de sua casa e brincava com seu filho.
Na quinta-feira, em uma das ocasiões em que o cão entrou no imóvel, ele urinou no calçado do homem, que pegou uma pedra e arremessou no cachorro. Com dor, o animal fugiu e morreu em seguida.
Ao saber que os policiais estavam em sua casa, o agressor do cachorro saiu do trabalho e foi até a residência, onde conversou com os agentes e confessou o crime.
O tutor do cachorro também foi ouvido pelos policiais e informou que o vizinho nunca havia reclamado do fato do cachorro entrar em seu quintal. O caso foi registrado em uma delegacia, na qual foi lavrado um boletim de ocorrência. O agressor do animal responderá judicialmente pelo crime de maus-tratos.
Lei Sansão
Recentemente sancionada, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.
A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.
Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.
A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.

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