Novo auxĂ­lio emergencial sĂł viria com calamidade pĂșblica, diz Guedes

Por AGÊNCIA BRASIL 05/02/2021 às 08:26

Uma eventual nova rodada do auxĂ­lio emergencial deve estar dentro do orçamento e ser acionada apenas em caso de nova calamidade pĂșblica, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele reuniu-se ontem (4) Ă  noite com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Segundo o ministro, a extensĂŁo do auxĂ­lio seria mais “focalizada” e atenderia 32 milhĂ”es de brasileiros, pouco menos da metade dos 67,9 milhĂ”es de pessoas que receberam o benefĂ­cio em 2020.

Para chegar à estimativa de 32 milhÔes de pessoas, Guedes explicou que uma nova versão do auxílio emergencial não abrangeria os inscritos no Bolsa Família e se concentraria apenas na população não atendida por nenhum programa social.

O ministro ressaltou que a recriação do auxílio deverå ter previsÔes de recursos no orçamento, com o remanejamento de outras despesas e com a ativação do estado de calamidade.

“É possĂ­vel. NĂłs temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal. Se o Congresso aciona o estado de calamidade, temos condição de reagir rapidamente. Mas Ă© muito importante que seja dentro de um quadro de recuperação das finanças. Estamos preparados para fazer as coisas dentro das proporçÔes”, declarou Guedes.

Ao lado de Guedes na saĂ­da da reuniĂŁo, Pacheco disse que foi ao MinistĂ©rio da Economia expressar “formalmente” Ă  equipe econĂŽmica a preocupação dos parlamentares com o fim do auxĂ­lio emergencial. “A pandemia continua, e agora eu vim ao ministro da Economia externar o que Ă© uma preocupação do Congresso Nacional”, disse.

Ao comentar que a retomada do auxílio emergencial é importante, Pacheco disse ter se antecipado à reunião do colégio de líderes, ao discutir a questão com Guedes.

senador, no entanto, ressaltou que a recriação do benefĂ­cio deve ser discutida observando as regras fiscais. “Obviamente com cautela, com prudĂȘncia, com observĂąncia de critĂ©rios, para evitar que as coisas piorem”, afirmou.

Reformas
Sobre o cronograma de votação das reformas econÎmicas, o presidente do Senado reiterou que pretende concluir a reforma tributåria em 2021, aproveitando as propostas em tramitação no Congresso, sem impor um novo texto. O Ministério da Economia poderå contribuir com sugestÔes na comissão especial.

AlĂ©m da reforma tributĂĄria, Pacheco listou, como prioridades, as propostas de emenda Ă  Constituição (PECs) do pacto federativo, emergencial e da desvinculação dos fundos pĂșblicos.

A clĂĄusula de calamidade, que permitiria a recriação do auxĂ­lio emergencia, seria incluĂ­da na primeira PEC, do pacto federativo, sendo acionada pelo Congresso e discutida no Conselho Fiscal da RepĂșblica que seria criado pela proposta.

Marcado para o fim da tarde dessa quinta-feira, o encontro entre Pacheco e Guedes ocorreu no fim da noite. Por causa da sessĂŁo no Senado, que se estendeu alĂ©m do horĂĄrio previsto, o encontro atrasou trĂȘs horas.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.