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Acre deve integrar Consórcio de Vacinas do Nordeste para fazer imunização em massa

Por SAIMO MARTINS, DO CONTILNET

Acre deve integrar Consórcio de Vacinas do Nordeste para fazer imunização em massa

Para o secretário de Saúde, Alysson Bestene, com isolamento sério é possível vencer essa batalha Foto: Odair Leal/Secom

O secretário de Saúde Alysson Bestene confirmou na tarde desta terça-feira (17), que o Acre deverá integrar o Consórcio do Nordeste para compra de vacinas Sputnik V, da Rússia.

Segundo o gestor, a procuradoria do Estado deverá ser acionada para realizar os trâmites legais para aquisição dos imunizantes. Vale salientar que o governo tem à disposição mais de R$ 100 milhões  destinados à compra de vacinas.

No entanto, Bestene frisou que as vacinas não têm a pronta entrega pelos laboratórios. “Temos o recurso, falta chegar a vacina para realizar a imunização em massa da população”, declarou, dizendo que o Acre deve adquirir mais de 700 mil doses da Sputnik V.

Consórcio do Nordeste

Os governadores dos estados do Nordeste assinaram nesta quarta-feira (17), contratos individuais com o Fundo Soberano Russo para a compra de um total de 37 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, a Sputnik V.

Estava prevista para esta tarde a assinatura de um termo de parceria com o Ministério da Saúde para direcionar todas as unidades para o Plano Nacional de Imunização (PNI). Contudo, o pedido de uso emergencial ou aprovação definitiva do fármaco à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o presidente do Consórcio do Nordeste, o piauiense Wellington Dias (PT), as doses serão entregues ao Brasil entre abril e julho. Ao comentar a negociação anteriormente, o petista citou o valor de US$ 9,95 por dose, o que resultaria em um contrato de aproximadamente US$ 368 milhões com o fundo russo, algo como R$ 2,1 bilhões.

Em relação a autonomia de compra para fazer a contratação direta, os governadores nordestinos se apoiam na lei, sancionada na semana passada, que autoriza estados e municípios a importarem vacinas aprovadas por autoridades de outros países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Reino Unido, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Canadá, Austrália e Argentina.

 

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