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Com relatoria de Márcio Bittar, PEC do auxílio emergencial deve ser votada nesta quarta

Por LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

Com relatoria de Márcio Bittar, PEC do auxílio emergencial deve ser votada nesta quarta

A proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial, que vai permitir a criação de um novo auxílio em meio à pandemia de Covid-19, será protocolada no Congresso a qualquer momento desta terça-feira (2) e deve ser votada já na quarta (3), afirmou o relator da matéria, o senador Márcio Bittar (MDB-AC).

Em entrevista à CNN, ele lamentou ter “desidratado” a proposta inicial para um novo parecer, que deverá passar ainda pelo Senado. Além disso, reconheceu a derrota do item que previa a desvinculação dos recursos da saúde e da educação, que foi criticado pela opinião pública.

“Queria apresentar uma PEC muito mais robusta e com muito mais itens. Tive que ir tirando e desidratando ao longo do ano passado e deste ano, mas a gente vai se acostumando a fazer o que pode”.

Assista:

 

O documento autoriza o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a fazer empréstimos para retomar o auxílio emergencial. Em contrapartida, mantém os chamados gatilhos fiscais para serem acionados quando as despesas da união, dos estados e dos municípios ultrapassarem 90% do gasto primário total.

“Nesse momento, é fundamental que a gente aprove também alguma coisa para conter os gastos públicos. Não é possível a gente autorizar novo endividamento e ao mesmo tempo não colocar um freio nas despesas. Por isso é necessário que aprovemos esses dois sinais: a PEC e o rigor fiscal”.

Segundo o senador, o Brasil, mesmo antes da pandemia, estava indo “para o buraco” porque o poder público gastava muito mais do que podia.

“Ninguém tem dúvida de que o Brasil tem que fazer novo endividamento. Vamos autorizar o poder Executivo para que ele possa atender pessoas, mas ao mesmo tempo precisamos aprovar pelo menos esses gatilhos, que é uma ferramenta que vai ficar para sempre para a união, estados e municípios conterem a gastança desenfreada, que é basicamente a origem da dívida monstruosa que temos no setor público”.

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