Governadores de 16 estados brasileiros enviaram uma carta ao presidente da CĂąmara dos Deputados, Arthur Lira e ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, solicitando que o Congresso auxilie na disponibilização de recursos para que as novas rodadas de pagamento do auxĂlio emergencial tenham valores maiores do que os previstos.
O consenso entre os representantes de cada estado pedem a volta do auxĂlio emergencial como aconteceu nas cinco primeiras parcelas de 2020, com valor de R$ 600, obedecendo os critĂ©rios de pagamento adotados no ano passado.
âAgir contra esse cenĂĄrio requer medidas sanitĂĄrias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morteâ, escrevem os governadores. âPor isso, entendemos que a redução dos valores do auxĂlio emergencial Ă© inadequada para a eficĂĄcia da proteção da população. Enquanto a vacinação nĂŁo acontecer em massa, precisamos garantir renda para a população mais vulnerĂĄvel.â diz trecho da carta.
Ministro cogita PEC do Orçamento de Guerra
Para o ministro da Cidadania, JoĂŁo Roma os novos valores disponibilizados pelo auxĂlio emergencial, de R$ 150, R$ 250 e R$ 375, destinado conforme a composição familiar Ă© abaixo do esperado, mas Ă© o que governo pode pagar neste momento.
O que impede um valor superior ao definido Ă© a limitação do orçamento que o governo tem hoje para custear o auxĂlio emergencial, definido pela PEC OrçamentĂĄria de R$ 44 bilhĂ”es.
No entanto, para Roma, a volta da PEC do Orçamento de Guerra que pode aumentar o valor do auxĂlio ainda nĂŁo estĂĄ descartada, mesmo com a aprovação da PEC Emergencial e a MP editada que viabiliza a nova rodada de pagamentos do benefĂcio.
Em 2020 a PEC do Orçamento de Guerra tinha como objetivo, separar do Orçamento da UniĂŁo e os gastos do governo para o combate Ă pandemia de coronavĂrus. Assim, o gasto contra a pandemia nĂŁo precisava atender as exigĂȘncias de controle do uso dos recursos pĂșblicos, como a regra de ouro.
O ministro reconhece que âa PEC da Guerra pode ser novamente abordadaâ mas o assunto precisa ser discutido com ponderação, sendo necessĂĄrio aguardar as prĂłximas movimentaçÔes do governo frente ao combate da pandemia para que a PEC de Guerra entre realmente em pauta.

