Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra Covid-19

Por G1 20/04/2021 Ă s 10:13

A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (20) o uso emergencial de um medicamento contra a Covid-19. Trata-se de um coquetel que contĂ©m a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remĂ©dios experimentais desenvolvidos pela farmacĂȘutica Roche. É o segundo medicamento aprovado pela agĂȘncia. O primeiro foi o remdesivir.

O que Ă© o Regn-CoV2 e como ele serĂĄ administrado:

  • A aplicação Ă© intravenosa e seu uso Ă© restrito a hospitais;
  • O coquetel Ă© composto por dois anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe) que bloqueiam a entrada do vĂ­rus na cĂ©lula;
  • O tratamento Ă© indicado para adultos e pacientes pediĂĄtricos (com 12 anos ou mais que pesem no mĂ­nimo 40 kg) que nĂŁo necessitam de suplementação de oxigĂȘnio;
  • Ele nĂŁo Ă© recomendado para pacientes graves;
  • Ele nĂŁo Ă© indicado para prevenção da Covid-19;
  • O coquetel jĂĄ foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, CanadĂĄ e Suíça. TambĂ©m teve recomendação de uso pela agĂȘncia europeia de medicamentos (EMA);
  • Ele nĂŁo substitui as vacinas contra a Covid-19.

A aplicação é intravenosa e o medicamento é indicado para o começo da doença. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio.

“Esses produtos sĂŁo o que a gente chama de anticorpos monoclonais. A ideia dessa proposta Ă© neutralizar o vĂ­rus para que ele nĂŁo se propague nas cĂ©lulas infectadas e assim controlar a doença”, explica o gerente geral de medicamentos e produtos biolĂłgicos, Gustavo Mendes.

Segundo a Anvisa, o tratamento Ă© indicado para adultos e pacientes pediĂĄtricos (com 12 anos ou mais que pesem no mĂ­nimo 40 kg) que nĂŁo necessitam de suplementação de oxigĂȘnio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratĂłrio e que apresentam alto risco de progressĂŁo para Covid-19 grave.

O medicamento nĂŁo Ă© recomendado para pacientes graves. “Anticorpos monoclonais como casirivimabe e imdevimabe podem estar associados a piora nos desfechos clĂ­nicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigĂȘnio de alto fluxo ou ventilação mecĂąnica”, alerta a Anvisa.

O pedido de uso emergencial foi feito no dia 1Âș de abril.

Aprovado em outros paĂ­ses

O coquetel jĂĄ foi aprovado para uso emergencial pela FDA, agĂȘncia de saĂșde dos Estados Unidos, apĂłs apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19. Ele tambĂ©m foi usado no tratamento do ex-presidente americano Donald Trump.

Segundo o órgão americano, a combinação “reduziu a hospitalização relacionada a Covid-19 ou as visitas ao pronto-socorro em pacientes com alto risco de progressão da doença em 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo”.

O medicamento tambĂ©m foi aprovado para uso emergencial no CanadĂĄ, Suíça e teve recomendação de uso pela agĂȘncia europeia de medicamentos (EMA).

Remdesivir

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19, o antiviral remdesivir, que ainda estå em estudos.

O Remdesivir é produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences e o seu nome comercial é Veklury. Trata-se de um medicamento sintético administrado de forma intravenosa (injetado na veia). Ele age impedindo a replicação viral.

O gerente geral de Medicamentos e Produtos BiolĂłgicos da Anvisa, Gustavo Mendes, esclareceu que o remdesivir nĂŁo Ă© vendido em farmĂĄcia e pode ser utilizado apenas com supervisĂŁo mĂ©dica. “É uso restrito pelos hospitais para que os pacientes possam ser adequadamente monitorados”, disse.

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