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12 maio, 2021 2:48 am

Bittar vê “excesso” do MPAC em recomendação para inauguração da ponte do Madeira

Denúncia foi feita em Brasília pela senador Márcio Bittar. Em nota, parlamentar denuncia exagero da instituição

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

A recomendação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para que seja evitada aglomeração no ato de inauguração da ponte sobre o Rio Madeira,  em Rondônia, inclusive com a presença do presidente Jair Bolsonaro, foi duramente criticada no início da noite desta quinta-feira (15) pelo senador Márcio Bittar. A inauguração está prevista para ocorrer no próximo dia 29 de abril. A recomendação do MPAC se relaciona à pandemia do coronavírus.

EntendaMPAC e MPF pedem providências para impedir aglomerações em inauguração de ponte do Madeira

Em nota distribuída à imprensa, em Brasília, o parlamentar disse, entre outras coisas, que “o MPAC, em um momento em que precisamos todos juntar energias para desenvolver nosso Estado e promover ações que possam trazer esperança de crescimento e oportunidades para nossa gente, se utiliza de suas prerrogativas constitucionais para tentar impedir o ato de inauguração da obra que significa para o povo do Acre a verdadeira e definitiva integração com o restante do Brasil”.

Bittar afirmou que “vivemos tempos difíceis, em que muitas dúvidas e incertezas tomaram conta das pessoas, inclusive das que compõem posições estratégicas para o bom andamento e organização da sociedade”. Segundo ele, o Ministério Público do Acre tem enorme valor. “Sua atuação tem ajudado em diversos aspectos e sua notória participação por muitas vezes compôs uma aliança estratégica para os governos, independente dos partidos, desde a sua criação, nos idos dos anos 80, até os dias atuais”, afirmou o senador.

“Foi com enorme consternação, portanto, que recebi a notícia de que o MPAC, em um momento em que precisamos todos juntar energias para desenvolver nosso Estado e promover ações que possam trazer esperança de crescimento e oportunidades para nossa gente, se utilize de suas prerrogativas constitucionais para tentar impedir o ato de inauguração da obra que significa para o povo do Acre a verdadeira e definitiva integração com o restante do Brasil. A tão sonhada ponte do Rio Madeira”, destacou.

Para o senador, “tal conduta constitui um agravo não apenas ao povo Acreano e Rondoniense, mas à figura da autoridade máxima de nosso país, o Presidente da República, ministros do governo Bolsonaro, especialmente o ministro Tarcísio Freitas e suas equipes, os governos do Acre e Rondônia, e a Bancada Federal Acreana, que tanto se empenharam na conclusão da obra, mesmo em meio ao cenário desafiador que estamos todos enfrentando desde o final de 2019”.

Márcio Bittar diz ainda acreditar nas boas intenções do MPAC e que, convicto, segue certo de as razões sejam idôneas. “Mas trago aqui à reflexão do excesso e desproporcionalidade de tal medida, visto que nos termos propostos pelo MPAC, a inauguração da Ponte sobre o Rio Madeira ficará praticamente inviabilizada. Ratifico que tal medida ainda fere os direitos políticos e civis dos cidadãos que desejarem ir e vir ou que quiserem se fazer presentes à inauguração de uma obra esperada há mais de quarenta anos pelos acreanos”, disse.

O senador apelou ao que chamou de razoabilidade do MPA para rever a situação “certo de que é exatamente em momentos críticos que os líderes devem compreender seu verdadeiro papel e exercê-los com humildade”. É em meio – acrescentou – aos grandes desafios que a vaidade deve ser posta de lado e o bom senso deve prevalecer.