Serviço de transferĂȘncia de dinheiro em tempo real que funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana e de forma gratuita para pessoas fĂsicas.
Esse Ă© o Pix , que foi lançado em novembro de 2020 e, mesmo com todas as facilidades que trouxe ao mercado, ainda causa certa estranheza na população, o que aumenta tambĂ©m o nĂșmero de golpes envolvendo o sistema.
Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao CrĂ©dito (SPC Brasil), mais de 12 milhĂ”es de brasileiros jĂĄ sofreram algum tipo de golpe financeiro pela internet nos Ășltimos anos, o que representa um prejuĂzo de quase R$ 2 bilhĂ”es somente em fraudes.
Pix
No caso do Pix, o alerta Ă© feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que afirma que, as tentativas de golpe registradas com o sistema foram relatadas por instituiçÔes financeiras e identificadas como phishing, que enganam as vĂtimas para que elas forneçam informaçÔes pessoais e confidenciais.
Para Francisco Carvalho, CEO da Zipdin, techfin autorizada pelo Banco Central e que opera através de uma plataforma 100% digital que tem o objetivo de facilitar o acesso a crédito para empresas e pessoas, atenção é fundamental na hora de realizar qualquer tipo de operação online.
âCom a digitalização dos serviços financeiros, Ă© importante estar atento. Cada vez mais pessoas fazem compras e pagamentos por meio dos seus smartphones ou computadores, mas nĂŁo sabem como se proteger dessas fraudes. Ă importante ter cuidado com supostas mensagens enviadas pelo banco, nĂŁo clicar em qualquer link que receber e, principalmente, conferir antes o endereço do site em que estĂĄ inserindo os seus dadosâ, afirma o executivo.
Febraban
Pensando em ajudar a tirar as principais dĂșvidas e baseado nas informaçÔes que a Febraban recomenda Ă população, Carvalho listou abaixo algumas dicas importantes divulgadas pela Federação. Confira:
- Clonagem do Whatsapp: neste tipo de golpe, os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vĂtima tem cadastro. ApĂłs isso, solicitam o cĂłdigo de segurança, que jĂĄ foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização de cadastro. Com o cĂłdigo, conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daĂ, enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferĂȘncia via Pix. Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado Ă© habilitar a opção âVerificação em duas etapasâ.
- Engenharia social com WhatsApp: esse Ă© um tipo mais comum. O criminoso escolhe uma vĂtima, pega uma foto dela em redes sociais, cria uma nova conta no WhatsApp e, de alguma forma, consegue descobrir nĂșmeros de celulares da sua lista de contatos. ApĂłs isso, o bandido manda mensagem para amigos e familiares da vĂtima, alegando que teve de trocar de nĂșmero devido a algum problema. Em seguida, pede uma transferĂȘncia via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergĂȘncia. A orientação Ă© ter cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoçÔes que pedem o nĂșmero de telefone do usuĂĄrio.
- Falso funcionĂĄrio de banco ou centrais telefĂŽnicas: aqui, o golpista entra em contato com a vĂtima se passando por um falso funcionĂĄrio do banco ou empresa com a qual o cliente tem algum tipo de ligação, oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix e o induz a fazer uma transferĂȘncia bancĂĄria. A Febraban alerta que os dados pessoais do cliente jamais sĂŁo solicitados ativamente pelas instituiçÔes financeiras, tampouco funcionĂĄrios de bancos ligam para clientes para fazer testes com o Pix.
- Bug do Pix: esse tipo de golpe apresenta uma âfalhaâ ao executar qualquer atividade no sistema eletrĂŽnico. O prĂłprio Banco Central jĂĄ alertou que nĂŁo hĂĄ qualquer âbugâ no Pix. A Febraban ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fĂĄcil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.

