Golpes com o Pix: saiba como se prevenir

Por IG 30/04/2021 Ă s 11:09

Serviço de transferĂȘncia de dinheiro em tempo real que funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana e de forma gratuita para pessoas fĂ­sicas.

Esse Ă© o Pix , que foi lançado em novembro de 2020 e, mesmo com todas as facilidades que trouxe ao mercado, ainda causa certa estranheza na população, o que aumenta tambĂ©m o nĂșmero de golpes envolvendo o sistema.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao CrĂ©dito (SPC Brasil), mais de 12 milhĂ”es de brasileiros jĂĄ sofreram algum tipo de golpe financeiro pela internet nos Ășltimos anos, o que representa um prejuĂ­zo de quase R$ 2 bilhĂ”es somente em fraudes.

Pix

No caso do Pix, o alerta é feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que afirma que, as tentativas de golpe registradas com o sistema foram relatadas por instituiçÔes financeiras e identificadas como phishing, que enganam as vítimas para que elas forneçam informaçÔes pessoais e confidenciais.

Para Francisco Carvalho, CEO da Zipdin, techfin autorizada pelo Banco Central e que opera através de uma plataforma 100% digital que tem o objetivo de facilitar o acesso a crédito para empresas e pessoas, atenção é fundamental na hora de realizar qualquer tipo de operação online.

“Com a digitalização dos serviços financeiros, Ă© importante estar atento. Cada vez mais pessoas fazem compras e pagamentos por meio dos seus smartphones ou computadores, mas nĂŁo sabem como se proteger dessas fraudes. É importante ter cuidado com supostas mensagens enviadas pelo banco, nĂŁo clicar em qualquer link que receber e, principalmente, conferir antes o endereço do site em que estĂĄ inserindo os seus dados”, afirma o executivo.

Febraban

Pensando em ajudar a tirar as principais dĂșvidas e baseado nas informaçÔes que a Febraban recomenda Ă  população, Carvalho listou abaixo algumas dicas importantes divulgadas pela Federação. Confira:

  • Clonagem do Whatsapp: neste tipo de golpe, os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vĂ­tima tem cadastro. ApĂłs isso, solicitam o cĂłdigo de segurança, que jĂĄ foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização de cadastro. Com o cĂłdigo, conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daĂ­, enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferĂȘncia via Pix. Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado Ă© habilitar a opção “Verificação em duas etapas”.
  • Engenharia social com WhatsApp: esse Ă© um tipo mais comum. O criminoso escolhe uma vĂ­tima, pega uma foto dela em redes sociais, cria uma nova conta no WhatsApp e, de alguma forma, consegue descobrir nĂșmeros de celulares da sua lista de contatos. ApĂłs isso, o bandido manda mensagem para amigos e familiares da vĂ­tima, alegando que teve de trocar de nĂșmero devido a algum problema. Em seguida, pede uma transferĂȘncia via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergĂȘncia. A orientação Ă© ter cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoçÔes que pedem o nĂșmero de telefone do usuĂĄrio.
  • Falso funcionĂĄrio de banco ou centrais telefĂŽnicas: aqui, o golpista entra em contato com a vĂ­tima se passando por um falso funcionĂĄrio do banco ou empresa com a qual o cliente tem algum tipo de ligação, oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix e o induz a fazer uma transferĂȘncia bancĂĄria. A Febraban alerta que os dados pessoais do cliente jamais sĂŁo solicitados ativamente pelas instituiçÔes financeiras, tampouco funcionĂĄrios de bancos ligam para clientes para fazer testes com o Pix.
  • Bug do Pix: esse tipo de golpe apresenta uma “falha” ao executar qualquer atividade no sistema eletrĂŽnico. O prĂłprio Banco Central jĂĄ alertou que nĂŁo hĂĄ qualquer “bug” no Pix. A Febraban ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fĂĄcil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.

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