Maior hospital para tratamento de Covid no AC vira caso de polĂ­cia

Por TIÃO MAIA, PARA CONTILNET 05/04/2021 às 17:33 Atualizado: hå 5 anos

O hospital de campanha para tratamento da Covid-19 instalado no Instituto de Traumatologia Ortopédica (Into) em Rio Branco, vai se tornar um grande caso de polícia. Foi a própria direção que trouxe a polícia para dentro da instituição para investigar possíveis golpes de uma quadrilha de falsårios que agiria no hospital enganando parentes de pacientes ali internados.

Entenda: Direção do Into vai acionar polícia para prender criminosos que aplicam golpe em vítimas do Covid-19

De acordo com as primeiras denĂșncias sobre o caso, feitas pelo site de notĂ­cias ContilNet Ă  partir de informaçÔes de familiares de pessoas internadas, os falsĂĄrios vĂȘm dizendo que no hospital faltam determinados medicamentos e que os pacientes sĂł teriam atendimento adequado com tais remĂ©dios se a famĂ­lia pagar determinadas quantias em dinheiro.

“Provavelmente, Ă© alguĂ©m se aproveitando do desespero das famĂ­lias com parentes internados e das informaçÔes de que faltam determinados medicamentos. Infelizmente, Ă© uma falta de medicamentos que vem ocorrendo no Brasil e o mundo, mas, no Acre, felizmente, nĂłs ainda temos o suficiente para atender aos nossos pacientes e orientamos as famĂ­lias a nĂŁo caĂ­rem no golpe”, disse o diretor tĂ©cnico da empresa terceirizada Medical, que atua dentro do Into, Hilton Picelli.

“Por isso chamamos a polĂ­cia e orientamos familiares de pacientes que tenham sido abordados com esta histĂłria de falta de medicamentos e que Ă© necessĂĄrio a doação de dinheiro para comprar, que denunciem os casos Ă  ouvidoria ou Ă  direção do Into e que nĂŁo deixem tambĂ©m de procurar a polĂ­cia”, acrescentou o diretor.

Segundo ele, o medicamento mais usado no processo de intubação de pessoas é o Midazola e Fentamil, anestésicos bloqueadores musculares, que, efetivamente, estão em falta em algumas unidades da federação no Brasil e em vårios outros países do mundo, mas no Acre hå estoques e a proposta de venda dos produtos pode conter uma série de crimes. O principal deles seria a possibilidade de alguém, de dentro do hospital, ter furtado algumas ampolas dos remédios e agora estaria oferecendo o produto ou, noutra hipótese, grupos criminosos visando tirar dinheiro dos familiares de pacientes mesmo sem acesso aos medicamentos.

De acordo com o diretor Hilton Picelli. a polĂ­cia foi chamada para atuar no Into porque ali, a partir do aumento de circulação de pessoas, Ă  medida que aumentou tambĂ©m o nĂșmero de pessoas internadas, estĂĄ havendo uma sĂ©rie de furtos. “Para se ter ideia, uma cafeteira que eu doei para uma das UTIs foi furtada”, revelou Hilton Picelli ao admitir que, diariamente, servidores e outras pessoas que passam por ali denunciam sumiço de bens – bolsas, telefones e atĂ© guarda-chuvas.

O Into dispĂ”e de pelo menos 400 servidores – todos terceirizados, entre mĂ©dicos, enfermeiros, tĂ©cnicos, assistentes sociais. “Mas nos falta segurança armada”, admitiu o diretor.

AlĂ©m das pessoas que trabalham no local, o hospital dispĂ”e de 250 leitos de enfermarias e 50 de UTIs – todos ocupados nos Ășltimos dias por causa do aumento dos casos de Covid. O nĂșmero de pessoas internadas tambĂ©m faz aumentar a circulação de pessoas, parentes e amigos dos pacientes. “É neste clima que alguĂ©m pode vir se aproveitando das fragilidades para aplicar golpes e por isso pedindo ajuda da sociedade e da polĂ­cia para combatermos isso. Quem receber proposta para adquirir medicamentos ou colaborar em dinheiro para este fim, tem que denunciar. O Into oferece tudo o que Ă© necessĂĄrio: medicamentos, comidas, roupas de cama e vestimentas adequadas”, disse Picelli

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