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No Acre, PT pode abrir mão de disputar governo para apoiar Petecão, diz jornal

Por LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

No Acre, PT pode abrir mão de disputar governo para apoiar Petecão, diz jornal

Foto: reprodução

No Acre, o Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o estado por 20 anos de forma ininterrupta, pode, pela primeira vez desde a redemocratização, abrir mão da disputa pelo governo em 2022. É o que diz uma reportagem da Folha de São Paulo veiculada nesta sexta-feira (16).

A matéria trata das estratégias do partido em todo o Brasil para voltar à presidência da República e impor um revés ao bolsonarismo, que vive sua maior crise de popularidade por conta da condução do governo federal em relação à pandemia de Covid-19.

O jornal cita como uma das estratégias as alianças nacionais com legendas de centro, como o PSD, MDB e PSB, o que impactaria cenários eleitorais em vários estados, entre eles o Acre.

A ideia é compor uma grande aliança para garantir a volta do PT ao Palácio do Planalto após seis anos. De acordo com as últimas pesquisas, Lula é o virtual candidato com mais chances de derrotar Bolsonaro nas urnas no ano que vem.

No Acre, segundo a Folha, está no radar dos petistas o PSD, comandado pelo senador Petecão, um dos políticos mais populares do estado e peça-chave para a eleição do prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (Progressistas) e da vice, Marfisa Galvão (PSD), sua esposa.

O parlamentar federal não nega a intenção de trocar o Senado pelo Palácio Rio Branco e, por isso, entrou em rota de colisão com o governador Gladson Cameli (Progressistas), de quem era companheiro até ano passado.

Para reafirmar a velha aliança com Petecão, os petistas precisariam abrir mão da cabeça de chapa para o governo e apostar sua principal ficha na eleição para uma das três cadeiras do Senado.

Com isso, aumentam as chances de a sigla voltar a dar as cartas no Acre, uma vez que Cameli tem ótimos índices de popularidade e é candidato certo à reeleição, ao passo que o PT ainda sofre com a rejeição após longo ciclo no comando do estado.

Jorge Viana seria o nome para a disputa ao Senado. Em sintonia com os anseios nacionais do partido, ele admitiu à Folha que pretende conversar com todos os setores não alinhados a Bolsonaro.

“Não cabe ter uma visão curta, temos que ter humildade e ter os pés no chão. É como uma travessia no deserto, a gente precisa se abastecer para chegar ao outro lado”, disse o ex-senador, à Folha.

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