Presidente da Fifa condena Superliga: “VĂŁo lidar com as consequĂȘncias”

Por METRÓPOLES 20/04/2021 às 10:43

O suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa, se colocou ao lado da Uefa ao afirmar nesta terça-feira (20/4) a sua desaprovação Ă  Superliga Europeia, anunciada no Ășltimo domingo.

O lĂ­der da entidade que comanda o futebol mundial ressaltou que sĂł pode desaprovar com veemĂȘncia a criação desta competição.

“SĂł podemos desaprovar veementemente uma Superliga que Ă© uma coisa fechada, uma separação das instituiçÔes atuais, das ligas, das federaçÔes, da Uefa e da Fifa. Sem dĂșvida alguma da desaprovação da Fifa. Apoio total Ă  Uefa”, disse Infantino, durante o Congresso da Uefa, que estĂĄ sendo realizado em Montreux, na Suíça.

“Os acessos e os rebaixamentos sĂŁo um modelo coroado de sucesso”, acrescentou o presidente da Fifa fazendo uma comparação com a Superliga, em que os clubes fundadores tĂȘm sempre lugar garantido a cada temporada, ao invĂ©s de uma classificação por mĂ©rito em função dos campeonatos nacionais. “Esperamos que tudo volte ao normal, que tudo se resolva, mas sempre com respeito, sempre com solidariedade e com os interesses do futebol nacional, europeu e global”.

Infantino apelou Ă  responsabilidade dos lĂ­deres dos 12 clubes fundadores da competição – os espanhĂłis AtlĂ©tico de Madrid, Barcelona e Real Madrid; os ingleses Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham; alĂ©m dos italianos Internazionale, Juventus e Milan.

“HĂĄ muito a perder por um ganho financeiro a curto prazo para alguns. As pessoas tĂȘm de pensar nisto cuidadosamente. Precisam refletir e assumir responsabilidades”, acrescentou.

Por fim, o lĂ­der da Fifa deixou o aviso aos clubes que decidirem participar na competição: as consequĂȘncias vĂŁo chegar e terĂŁo de lidar com elas.

“Se alguns escolherem ir pelo prĂłprio caminho, entĂŁo terĂŁo de viver com as consequĂȘncias da sua escolha. SĂŁo responsĂĄveis pela sua escolha. Concretamente, isto significa que ou estĂŁo dentro, ou estĂŁo fora. NĂŁo podem estar meio dentro, meio fora”, concluiu.

Alexsander Ceferín, presidente da Uefa, fez um apelo aos clubes ingleses, maioria entre os “fundadores” da Superliga.

“Senhores, vocĂȘs cometeram um grande erro. Alguns dirĂŁo que Ă© ganĂąncia, outros desdĂ©m, arrogĂąncia, e completa ignorĂąncia da cultura do futebol inglĂȘs
 NĂŁo importa. Ainda hĂĄ tempo de mudar de ideia. Todos erram. Os grandes de hoje nĂŁo eram necessariamente grandes no passado, e nĂŁo hĂĄ garantia que serĂŁo no futuro”, observou.

De acordo com o que foi divulgado no Ășltimo domingo, a Superliga Europeia vai ser disputada por 20 clubes, 15 dos quais fundadores – apesar de sĂł terem sido revelados 12 – e outros cinco, classificados anualmente.

A Uefa jĂĄ anunciou que vai excluir todos os clubes que integrem a Superliga, assegurando contar com o apoio das federaçÔes de Inglaterra, Espanha e ItĂĄlia, bem como das ligas de futebol destes trĂȘs paĂ­ses.

Entretanto, a entidade que rege o futebol europeu anunciou o aumento da Liga dos CampeÔes de 32 para 36 times, a partir da temporada 2024/2025.

 

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