Acusados de matarem mulher e arrancarem bebĂȘ da barriga dela em RO continuarĂŁo presos

Por RONDONIAAGORA 10/05/2021 Ă s 16:32

Denunciados pelo assassinato cruel da jovem Fabiana Pires Santana, 23 anos, que teve seu filho arrancado da barriga a força, os acusados CĂĄtia Barros Rabello, 36 anos, e Mario Barros do Nascimento, 20 anos, vĂŁo continuar aguardando julgamento presos, segundo decidiu na Ășltima semana o juiz Áureo VirgĂ­lio Queiroz. O filho de Fabiana, Gustavo Henrique Pires Maciel, de 7 anos, tambĂ©m foi morto.

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Os crimes ocorreram no dia 19 de outubro de 2019, na Zona Sul de Porto Velho, tiveram a participação de Cåtia, e Mario (são mãe e filho), da irmã de Fabiana (na época com 13 anos), e outros cinco menores, segundo apontaram as investigaçÔes da Delegacia de Homicídios, coordenadas pela Delegada Leisaloma Carvalho.

Conforme apurado pelo RONDONIAGORA, contra Cåtia pesam as acusaçÔes de homicídio qualificado, homicídio duplamente qualificado e corrupção de seis menores.
Mario foi formalmente denunciado por homicídio qualificado, homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadåver e corrupção de seis menores.

ApĂłs a apresentação das denĂșncias pelo MinistĂ©rio PĂșblico, foram realizadas trĂȘs audiĂȘncias de instrução e julgamento entre os meses de maio e julho. Os acusados foram pronunciados e serĂŁo julgados pelo Tribunal do JĂșri, ainda sem data definida em razĂŁo das limitaçÔes causadas pela pandemia.

Em abril, a Defensoria PĂșblica conseguiu que a Justiça determinasse a realização de exame mĂ©dico-legal, para aferir as saĂșdes mentais dos dois acusados. Os resultados ainda nĂŁo foram divulgados.

O caso

Os crimes começaram a ser desvendados pela Polícia, após o corpo de Gustavo Henrique Pires Maciel, de 7 anos, ser encontrado boiando em uma årea utilizada de extração de barro para cerùmica em um loteamento, na Estrada dos Japoneses, Zona Sul da capital, na tarde do dia 21 de outubro de 2019.

Horas depois, jĂĄ no final do dia, o corpo de Fabiana Pires Santana, de 23 anos, que estava grĂĄvida, foi encontrado por familiares alguns metros longe do local onde o filho dela foi localizado. Ela estava enterrada em uma cova rasa, com um corte profundo na barriga e sem o bebĂȘ.

ApĂłs a localização dos dois corpos, policiais da Delegacia de HomicĂ­dios iniciaram as investigaçÔes. Ao anoitecer, os investigadores descobriram que o bebĂȘ de Fabiana estava escondido em uma residĂȘncia, localizada no Bairro Cidade Nova, na Zona Sul da capital. Na casa, estavam dois menores.

Com a localização do bebĂȘ, a PolĂ­cia começou a montar o quebra-cabeça do assassinato cruel praticado contra as vĂ­timas, identificou todos os envolvidos, incluindo a irmĂŁ de Fabiana, de 13 anos, que arquitetou a morte dala e do sobrinho, e os demais acusados que participaram do crime.

A motivação para ter matado a irmã, é que a adolescente era repreendida em casa, o que deixava ela irritada. Ela alegou ainda, que um suposto estupro praticado pelo namorado da irmã, também seria um dos motivos para tirar a vida de Fabiana.

A jovem, que estava grĂĄvida, foi morta a pedradas e pauladas e com golpes de ferro na cabeça. Antes de morrer, a vĂ­tima teve o filho arrancado da barriga pela adolescente e o comparsa dela de 15 anos. O bebĂȘ foi levado por outro adolescente, que entregou a criança para CĂĄtia Barros Rabello, de 34 anos.

A assassina disse em seu depoimento, que agrediu a pedradas o sobrinho Gustavo Henrique, e em seguida jogou o menino na lagoa próximo onde a mãe dele foi encontrada morta. A criança não sabia nadar. Os envolvidos jå tinham levado para o local todos os objetos usados no crime, uma barra de ferro, uma faca e um estilete usados para tirar a criança da barriga da vítima, segundo esclareceu a delegada Leisaloma Carvalho.

Os investigadores descobriram ainda, que CĂĄtia teria encomendado o bebĂȘ de Fabiana e participou da armação do crime. JĂĄ o filho dela, MĂĄrio, ajudou a ocultar o cadĂĄver da jovem grĂĄvida, arquitetou o crime junto com a irmĂŁ da vĂ­tima, os irmĂŁos dele e a mĂŁe.

A PolĂ­cia confirmou que MĂĄrio ficou responsĂĄvel de providenciar roupas e alimentação para o bebĂȘ, assim que ele foi entregue para CĂĄtia.

As investigaçÔes avançaram, a delegada representou pela prisão dos maiores, e internação de todos os menores.

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