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Rio Branco
14 junho, 2021 4:04 pm

Adesão à greve da educação é de 100% em pelo menos 8 cidades do AC, diz sindicato

Em Rio Branco, 80% das escolas estaduais estariam paralisadas

POR LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

A greve da educação pública no Acre chegou neste sábado (13) ao seu terceiro dia com adesão de mais de 90% das escolas estaduais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac).

Em pelo menos oito municípios todas as unidades de ensino estariam paralisadas, informou a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento. São eles Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves,  Marechal Thaumaturgo, Xapuri, Epitaciolândia, Acrelândia e Plácido de Castro.

Na capital Rio Branco a adesão é de 80% das escolas estaduais. De acordo com Nascimento, esses índices são inéditos na história dos movimentos grevistas da educação no Acre.

“Geralmente a gente começa uma greve com quantidade menor de escolas fechadas e depois vai evoluindo. Desta vez aconteceu o inverso. Começou com um enorme número, apesar de o governo mentir dizendo que são apenas 40% das unidades fechadas”.

A categoria luta por condições dignas de trabalho remoto e presencial, reposição inflacionária nos salários, correção da tabela do plano de cargos e carreiras, vacinação de trabalhadores da educação contra a Covid-19, o fim da “corrupção” na Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (SEE), entre outros pontos.

Ao ContilNet, Rosana jogou a responsabilidade do movimento para o governador Gladson Cameli (Progressistas) e reiterou que só ele é quem pode resolver o problema.

“Foi o governo quem provocou os trabalhadores a fazer essa greve. A exploração está muito grande. É professor e funcionário pagando pra trabalhar, servidor recebendo uma miséria de R$ 800, gestores de escolas sendo sacrificados porque o estado não tem uma relação humana com os trabalhadores e desrespeitam a gestão das escolas. Então essa revolta vem se acumulando nesse governo”.

A greve da educação teve início às vésperas do início do ano letivo de 2021, atrasado por conta da pandemia de coronavírus, que paralisou as aulas durante meses no ano passado. O movimento acontece por tempo indeterminado.

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