O discurso de Bolsonaro durante a entrega da ponte sobre o Madeira, em Rondônia, foi marcado por pedidos de intervenção militar por parte de apoiadores. Enquanto o chefe da nação falava, bolsonaristas gritavam “eu autorizo”, em referência a uma fala do presidente, do dia 14 de abril, em que disse que esperava um sinal do povo para agir.
Bolsonaro nada fez ou disse sobre as manifestações, que atentam contra a lei de segurança nacional, sendo, portanto, consideradas crimes pela legislação em vigor. Em seu atigo 22, a lei tem por ilicitude “Fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social”.
O artigo 23 também versa sobre a questão, e diz que é crime “Incitar à subversão da ordem política ou social; e à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis”.
O “eu autorizo” também deu o tom durante atos bolsonaristas no dia 1º de maio espalhados pelo país. As manifestações antidemocráticas no Dia do Trabalhador foram rechaçadas por vários políticos e, assim como em Rondônia, foram ignoradas pelo presidente.

