O Instituto Butantan finalizou hoje (14) as entregas do primeiro contrato para fornecimento de vacinas contra o novo coronavĂrus ao Programa Nacional de ImunizçÔes (PNI).
Foi disponibilizado o total de 1,1 milhĂŁo de doses, somando 47,2 milhĂ”es de doses da vacina CoronaVac, elaborada em parceria com o laboratĂłrio chinĂȘs Sinovac.
O Butantan informou que vai paralisar a produção atĂ© a chegada de um novo lote com 10 mil litros de insumo farmacĂȘutico ativo (IFA), matĂ©ria-prima da vacina.
Segundo o governo de SĂŁo Paulo, o carregamento ainda nĂŁo foi liberado pelo governo chinĂȘs para ser embarcado ao Brasil.
“Esses 10 mil litros correspondem a aproximadamente 18 milhĂ”es de doses da vacina, absolutamente necessĂĄrios para manter a frequĂȘncia do sistema vacinal, acelerar e atender os que precisam da segunda doseâ, disse o governador JoĂŁo Doria.
Ele atribuiu o atraso na liberação do envio do material a um âentrave diplomĂĄticoâ causado por declaraçÔes “desastrosasâ de autoridades do governo brasileiro em relação Ă Â China e Ă Â prĂłpria vacina.
A entrega de insumos jå sofreu outros atrasos semelhantes. Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, a finalização do primeiro contrato de fornecimento ao PNI teve um atraso de 12 dias.
Atrasos no cronograma
Com a atual demora na entrega de matéria-prima, a estimativa de Covas é que só sejam disponibilizadas cinco milhÔes de doses de vacina em maio, quando a previsão inicial era de 12 milhÔes de doses.
O governo de SĂŁo Paulo avalia que as doses disponĂveis no momento sĂŁo capazes de atender todos os grupos convocados para receber a imunização.
No entanto, Covas lembrou que alguns municĂpios, seguindo recomendação do MinistĂ©rio da SaĂșde, usaram todas as doses de CoronaVac para a primeira etapa da imunização e podem ter dificuldades para aplicar a segunda dose.
Problema que, de acordo com o presidente do Butantan, nĂŁo acontece no estado de SĂŁo Paulo.
Itamaraty
Em audiĂȘncia pĂșblica na ComissĂŁo de RelaçÔes Exteriores do Senado, no Ășltimo dia 6, o ministro das RelaçÔes Exteriores, Carlos França, disse que a relação com a China estĂĄ entre as prioridades do governo brasileiro.
“Queremos um relacionamento econĂŽmico e comercial maior e mais diversificado com a China”, afirmou na ocasiĂŁo.
Embaixada da China
Em publicação nas redes sociais, a embaixada chinesa no Brasil destacou a cooperação com paĂses em desenvolvimento para o acesso a vacinas e insumos.
“A China Ă© o maior fornecedor de vacinas para paĂses em desenvolvimento, oferecendo assistĂȘncias vacinais a mais de 80 naçÔes em desenvolvimento e exportando o imunizante a uns 50 paĂses. A China continua a honrar seu compromisso de tornar suas vacinas um bem pĂșblico global”, diz a publicação.
