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25 junho, 2021 5:13 am

Cartão clonado: Polícia Civil alerta acreanos e dá dicas para não cair no golpe

É comum que estelionatários se utilizem de tal meio para ludibriar e aplicar golpes causando prejuízo às pessoas de bem.

POR SECOM

Com a evolução tecnológica cada vez mais latente é comum que os aplicativos também acompanhem o mesmo ritmo e que cada vez mais venham a facilitar o trabalho diário das pessoas por meio de celulares no uso da internet, entretanto, também é comum que estelionatários se utilizem de tal meio para ludibriar e aplicar golpes causando prejuízo às pessoas de bem.

Diante desse cenário, a Polícia Civil do Estado do Acre vem desenvolvendo formas de alertar a população e expondo de maneira simples e sutil algumas medidas valiosas que podem evitar que o usuário seja vítima de golpes dessa natureza.

Como acontece esse golpe?

– o estelionatário, se passando por um funcionário do banco, liga para a vítima, normalmente pessoa idosa, e diz que o cartão bancário foi clonado ou fraudado, sendo necessário o seu bloqueio;

– para dar aparência de licitude, o falso funcionário do banco (estelionatário) pede para que a vítima corte o cartão bancário ao meio, sem prejudicar o chip;

– em seguida, o estelionatário pede os dados da vítima, inclusive a senha, sob a alegação de que será necessário para iniciar o processo de bloqueio das compras realizadas de forma irregular pela pessoa que clonou o cartão bancário (tudo mentira);

– o falso funcionário do banco (estelionatário) avisa a vítima que enviará outro funcionário (o próprio estelionatário ou qualquer motoboy ou motorista de aplicativo) para recolher o cartão bancário cortado a fim de seja periciado, com o objetivo de evitar outras clonagens, ou ainda, afirma que o cartão é necessário para continuidade do processo de bloqueio das compras realizadas de forma irregular no cartão da vítima por quem o clonou (tudo mentira);

– às vezes, para dar maior credibilidade, o falso atendente do banco diz que o funcionário que irá recolher o cartão irá cortá-lo ao meio e levar para periciar, fazer análise, continuar com o processo de bloqueio, etc., sendo que, o estelionatário vai até a residência da vítima, normalmente bem vestido, confirma toda a história contada pelo telefone e, na presença da vítima, corta o cartão bancário ao meio, mas preserva o chip;

– o estelionatário leva o cartão cortado com o chip preservado e, de posse da senha que já tinha conseguido durante a ligação, realiza diversos saques, transferências, compras, etc.

Prevenção

– Explique esse tipo de golpe aos idosos da família e os oriente em relação às medidas de prevenção;

– Tenha em mente que nenhuma instituição bancária solicita o cartão – de débito ou crédito – de volta ou fornece serviço para ir retirá-lo na sua residência/comércio;

– Caso alguém, se passando por funcionário do banco, ligar para você e adotar a postura acima elencada, desligue imediatamente o telefone e não o atenda caso volte a ligar;

– Em caso de dúvida, faça contato com o seu gerente do banco;

– Quando for quebrar qualquer cartão bancário, certifique que também cortou o chip.

O que fazer se for vítima?

– anote todas as informações, como exemplo nome, meios de contato, do falso funcionário do banco (estelionatário) que fez contato com você, em especial os números dos telefones;

– separe eventuais áudios gravados (por meio de aplicativos) e/ou tire print dos eventuais diálogos mantido com o falso funcionário do banco;

– separe eventuais imagens do circuito interno de câmeras da sua residência/comércio e/ou peça as imagens do circuito interno de câmeras para seus vizinhos conhecidos, ou ainda, anote o endereço dos locais em que tem câmera no entorno de onde foram buscar o cartão bancário (sua residência, seu comércio, seu local de trabalho, etc.);

– anote os dias, hora e local em que estava quando conversou com o estelionatário;

– procure uma Delegacia de Polícia Civil mais próxima, leve todo o conteúdo descrito acima e registre um Boletim de Ocorrência.

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