No gabinete instalado no terceiro andar do PalĂĄcio do Planalto, em viagens e eventos, os trĂȘs filhos polĂticos de Jair Bolsonaro, diante de olhares dos interlocutores, preferem chamar o pai de presidente. O gesto, que sugere uma separação entre a vida pĂșblica e a rotina familiar, se resume a uma mera formalidade. Na prĂĄtica, o senador FlĂĄvio (sem partido), o vereador do Rio Carlos (Republicanos) e o deputado federal Eduardo (PSL-SP) se valem do DNA para influenciar na tomada de decisĂ”es em assuntos sensĂveis â e vĂȘm expandindo o alcance da atuação.
FlĂĄvio, principal articulador polĂtico da famĂlia, jĂĄ tinha as digitais em nomeaçÔes no JudiciĂĄrio e em ministĂ©rios como SaĂșde e Cidadania, e agora ampliou a influĂȘncia para a ĂĄrea econĂŽmica, atĂ© pouco tempo atrĂĄs blindada por Paulo Guedes. O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, foi promovido com o aval do senador, que tambĂ©m atuou na recente troca no comando da Previ. Carlos, por sua vez, retomou o protagonismo na comunicação, enquanto Eduardo voltou a ser ouvido com frequĂȘncia nas discussĂ”es do governo sobre 5G e, apĂłs uma derrota com a saĂda de Ernesto AraĂșjo do Itamaraty, teve um papel decisivo para que o assessor da PresidĂȘncia Filipe Martins nĂŁo fosse demitido apĂłs o episĂłdio em que fez um gesto associado a supremacistas brancos durante uma audiĂȘncia no Senado.
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