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18 junho, 2021 6:14 am

Pernambucano que mora há mais de 30 anos em Assis Brasil conta como chegou ao município

Iovani Ribeiro, de 79 anos, chegou na cidade na década de 80. Assis Brasil passou por muitas transformações e enfrenta desafios

POR TON LINDOSO, DO CONTILNET

Foi no ano de 1988 que o senhor Iovani Ribeiro, 79, saiu de Pernambuco para tentar uma nova vida. Conheceu Assis Brasil, até então com alguns poucos anos de existência, e por ali se estabeleceu. Hoje, tem sua lojinha, sua casa e é uma das figuras mais conhecidas – e queridas – do município que completou 45 anos na última sexta-feira (14).

A data, que marca o desligamento do município de Brasiléia – que aconteceu, mais precisamente, no ano de 1976 – foi celebrada com uma programação que contou com a presença do governador Gladson Cameli, além de autoridades locais, com destaque para o prefeito Jerry Correia.

Em uma das entregas programadas para o aniversário do município está a Casa de Passagem Otonoel de Souza Martins de Oliveira. O novo abrigo construído pela prefeitura para dar suporte aos imigrantes, que usam a cidade como porta de entrada ou saída para o Brasil, tem a missão de ajudar no maior desafio da tríplice fronteira: o fluxo imigratório.

Prefeitura da cidade: Iovani conta que chegou à cidade quando obras como essa estavam nascendo. Foto: O Alto Acre

Fluxo esse que, segundo Iovani, considera um dos maiores desafios dos 33 anos que reside na cidade. “Esse é um problema, mas ninguém fala muito sobre isso. Mas, desde que cheguei, muita coisa mudou: mais avenidas, todas bem pavimentadas, tudo aumentou. Até as igrejas [risos]. Tem (sic) pra mais de 20 igrejas evangélicas e uma católica”.

Iovani conta que conhece cada rua da cidade e que viu muitas delas serem criadas. “Quando eu cheguei, minha rua já existia. Ela foi inaugurada lá por volta de 1976. Foi nessa época que começaram a executar obras importantes, como prefeitura, delegacia […] depois disso, tudo foi acontecendo e a cidade aumentou muito”.

Saída de Assis Brasil. Ao fundo, um dos cartões postais da cidade, a ponte Brasil-Peru. Foto: Reprodução/Jorge Saady

E é justamente isso que ele deseja à cidade que o recebeu de braços abertos: desenvolvimento. “Não imaginava [que a cidade se tornaria o que é hoje]. Vim de Pernambuco e hoje me considero pernacreano [mistura de pernambucano com acreano]. Foi aqui que comecei minha nova vida. Comecei tudo aqui”.

E o ‘pernacreano’, na data considerada especial para o município, relembra suas experiências e afirma: não pretende sair de Assis Brasil. “Tudo meu (sic) tá aqui. Não quero morar em lugar nenhum. Tenho minha casa, minha lojinha, minhas coisas. Sou poeta, escritor e essa cidade é minha inspiração há 33 anos”.

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