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23 junho, 2021 12:06 pm
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Senador que iria disputar governo do MS, cogita sair para lançar irmão ao cargo

POR LÚCIO BORGES ORTEGA - CORRESPONDENTE MS

CAMPO GRANDE (MS) – A sucessão estadual em eleições de 2022, ao que parece, já está se movimentando em Mato Grosso do Sul, ao menos em sentido contrário ante ‘pesquisa’ pessoal sendo realizada para  analisar desistência de candidatura que vinha sendo dada como certa. No último dia 8, o caso veio à tona na imprensa do MS, onde o atual senador Nelsinho Trad (PSD), virtual postulante ao Parque dos Poderes, apontou ou apontaram por ele, que desistirá da disputa e continuará no Senado Federal até 2026, período de seu mandato de oito anos, eleito em 2018.

Mas, Trad quer ou sairá para deixar outro Trad na disputa, seu irmão Marquinhos, atual prefeito de Campo Grande. Veja abaixo, que a princípio, o ‘escolhido’ não vê uma eleição no seu caminho, além de cumprir sua atual administração municipal..

O fato repercutiu em outros canais da imprensa após sair primeiro em entrevista do jornal ‘O Estado de Mato Grosso do Sul’, que relatou que o senador, que é presidente regional do PSD, lançou a candidatura social democrata do irmão e prefeito da Capital, Marquinhos Trad, para a sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Se ele (Marquinhos) renunciar, no mesmo dia eu o apoio. Eu gosto muito dele, não só porque é meu irmão, mas porque ele tem luz, é preparado”, justificou Nelsinho, que também é ex-prefeito da Capital.

Nelsinho, que está com pendências judiciais em andamento, já pode estar antevendo problemas e quer se manter no Senado e garantir um bom nome do PSD na disputa eleitoral de outubro de 2022 ou negociar um bom passe para a mesma. Contudo, o parlamentar vinha ou vem articulando e até tinha feito declaração de que iria ser candidato a governador nas próximas eleições.

Sonho que pode ser adiado

Na entrevista, o senador que já disputou eleição ao governo, admitiu o sonho de comandar o Estado. “Eu tenho este desejo. Eu vi isso, Deus colocou no meu caminho, mas não significa que seja desta vez a minha oportunidade de ser governador”, ressaltou.

Em 2014, quando disputou o Governo pela primeira vez pelo MDB, com o apoio do então governador André Puccinelli (MDB), Nelsinho ficou em 3º lugar na disputa. O então senador Delcídio do Amaral, que vinha na dianteira, vencendo o pleito, acabou perdendo o cargo para Reinaldo Azambuja, que hoje está no segundo mandato.

Com a decisão, Nelsinho ganha tempo para tentar se livrar das inúmeras ações por improbidade administrativa na Justiça estadual e federal. Como o mandato de senador vai até 2026, ele tem tempo suficiente para reconstruir a imagem.

Nomes à vista

A política é também uma “caixinha de surpresas”, assim, o plano B do presidente estadual do PSD ou já plano A, é sinalizar a candidatura do irmão e segundo maior nome do partido atualmente, fora ele Nelsinho. Assim, também é uma forma de dar gás para as articulações nos bastidores da disputa, que promete ser uma das mais acirradas e segue sem um franco favorito em MS.

Conforme “planilhas eleitoral” já foram lançados para a disputa, os nomes do secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), do ex-vereador Vinicius Siqueira (PROS), da senadora Soraya Thronicke (PSL) e do ex-governador André Puccinelli ou a senadora Simone Tebet pelo MDB.

Caso consiga se destacar nas pesquisas e ter mais força para unificar os aliados do que Riedel, Marquinhos poderá atrair o apoio do PSDB como parte do plano para garantir a eleição de Reinaldo para o Senado ou a Câmara dos Deputados.

Prefeito já se manifestou

O canal “O Jacaré” aponta que já falou com o prefeito e o mesmo mantém a cautela sobre as eleições de 2022. “Neste momento, só penso em Campo Grande. Não está em meus planos, neste momento de tempo atual”, ressaltou, sempre deixando claro que está cedo para fazer esta discussão. “Minha preocupação é com a vacina. Tenho busco todos os meios possíveis para ser exemplo nacional”, descreve o Jacaré.

Marquinhos vai precisar renunciar ao mandato caso decida disputar o Governo e deixar a vaga para a Adriane Lopes, do Patriotas, e esposa do deputado estadual Lídio Lopes.

 

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