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29 julho 2021 8:19 pm

África do Sul precisará descartar dois milhões de vacinas da Johnson vindas dos EUA

País imunizou até o momento apenas 1% da sua população e enfrenta a terceira onda de Covid. Além das doses descartadas na África do Sul, outras 58 milhões também deverão ser por causa de erro na produção

POR G1

O governo da África do Sul, anunciou neste domingo (13) que terá que descartar dois milhões de vacinas da Janssen, produzida pela americana Johnson & Johnson, por causa de contaminação ocorrida durante sua fabricação nos Estados Unidos.

O regulador sul-africano de medicamentos SAPHRA informou em um comunicado que “tomou a decisão de não distribuir as vacinas produzidas a partir dos lotes de componentes inadequados”, segundo a France Presse.

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Na sexta-feira (11), as autoridades americanas anunciaram que cerca de 60 milhões de doses da Johnson produzidas em uma fábrica em Baltimore, nos EUA, devem ser descartadas devido a um erro ocorrido durante a produção do imunizante.

As vacinas da Johnson, diferente de outras usadas contra a Covid-19, é aplicada em dose única. Por isso, 60 milhões de vacinas da farmacêutica equivale a 60 milhões de pessoas que poderiam ser totalmente imunizadas de uma única vez.

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A África do Sul entrou na terceira onda da pandemia e está atrasada em sua campanha de vacinação: apenas pouco mais de 1% de sua população de 59 milhões foi imunizado. Mais de 58 mil pessoas morreram de Covid até o momento.

Doses contaminadas nos EUA

Em março, testes realizados na fábrica americana revelaram que produtos que entram na composição da vacina da AstraZeneca, fabricada no mesmo local, foram misturados erroneamente às vacinas Johnson, deixando-as inutilizáveis.

Apesar disso, a FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, permitiu que cerca de 10 milhões de doses fossem distribuídas no país ou enviadas para outros, mas com um alerta de que os reguladores não podem garantir que a Emergent BioSolutions, a empresa que opera a fábrica, seguiu boas práticas de fabricação.

A produção de vacinas pela fábrica foi interrompida há dois meses e outros lotes ainda precisam ser analisados. A FDA ainda não decidiu se a Emergent poderá reabrir a planta

 

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