BebĂȘ de cinco meses Ă© morta pela mĂŁe por ter um ‘chip da besta’

Por LÚCIO BORGES ORTEGA - CORRESPONDENTE MS 23/06/2021 às 10:48

CAMPO GRANDE (MS) – Uma ‘mĂŁe’ possivelmente drogada comete um crime inacreditĂĄvel, matando a prĂłpria filha, uma bebĂȘ de apenas 5 meses, alegando que a criança Ă© que estaria ‘possuĂ­da’ por algo, com um  ‘chip da besta’. O crime foi descoberto ou a prĂłpria mulher de 21 anos, identificada como Gabrielle Paes da Silva, contou o absurdo na noite desta terça-feira (22), quando ela ainda foi levar a criança jĂĄ sem vida para atendimento mĂ©dico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon em Campo Grande.

A criança foi levada pela mãe que confessou ter matado a própria filha, por ela ter na cabeça o tal ‘chip da besta’. Mas, mesmo diante da versão “fora da realidade”, a mulher não aparenta sofrer de transtornos mentais, disse a delegada Fernanda Piovano, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), para onde ela foi levada devido serem duas mulheres. Bem como, a criança pode ter sido estuprada de alguma forma.

Durante o atendimento a equipe mĂ©dica suspeitou de ferimentos nas partes Ă­ntimas da menina e acionou a polĂ­cia. Policiais Militares da 10ÂȘ CIPM (Companhia Independente de PolĂ­cia Militar), foram atĂ© o local e prenderam a mulher. Assim, o caso foi repassado a Delegacia da Mulher, que apĂłs informou que a mĂŁe confessou ter matado menininha afogada.

A delegada conta que apesar dos ferimentos que indicam estupro, a jovem negou o crime; “Ela afirmou que teria matado a filha afogada no chuveiro ao perceber que a criança carregava o ‘chip da besta’ em sua cabeça. E ela sĂł teria levado a bebĂȘ para o posto de saĂșde apĂłs ir visitar uma amiga com a nenĂ©m, que estranhou o fato da criança nĂŁo se mexer”, relatou Piovano, que explicou que seria realizado exames para comprovar se houve tambĂ©m o ato de violĂȘncia sexual.

As drogas

A jovem que é usuåria, informou apenas jå ter usado maconha, porém não se sabe se estaria sob efeito de algum outro ilícito. Segundo relatos ela não esboçava qualquer reação e agia de maneira estranhamente fria em relação aos acontecimentos.

O pai da criança tambĂ©m foi ouvido e disse que nĂŁo Ă© casado com a mĂŁe da bebĂȘ, mas que a visitava ao menos duas vezes na semana, no entanto nos Ășltimos dias estava sendo impedido pela moça que andava muito estranha.

Conforme o boletim de ocorrĂȘncia, a menina foi levada para a UPA, sĂł depois que duas amigas da mĂŁe, que ela foi visitar, notaram a bebĂȘ parada e “gelada” no carrinho.

Os exames médicos constataram que a criança estava morta hå algum tempo. Ela ainda apresentava sinais claros de estupro: lesÔes graves no ùnus e na vagina, sangramento e rompimento do hímen. Cabelo humano, de adulto, também foi encontrado na vítima.

Agora, o caso  passou e serå investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

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