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Rio Branco
29 julho 2021 9:01 am

Desaparecimento de casal no AC completa 5 anos e continua sendo mistério até para polícia

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Cinco anos depois do desaparecimento do funcionário aposentado da Assembleia Legislativa, Arnaldo Praxedes, então com 63 anos, e de sua companheira Rairleny Ganum da Silva, de 20, a Polícia Judiciária do Estado do Acre não tem a menor ideia do que aconteceu ao casal nem se os dois estão vivos ou se foram assassinados. Todas as pistas levantadas até aqui apontam para mais um crime de execução, já que o carro das vítimas, do tipo Fiesta, foi encontrado incendiado no bairro Praia do Amapá, no Segundo Distrito da cidade de Rio Branco, um dia após o desaparecimento. Mas há também uma outra linha de investigação que aponta para Praxedes como executor de um sequestro.

A última vez que o casal foi visto foi no dia 2 de junho de 2016. Praxedes pegou Rairleny Ganum da Silva na casa de sua família, no bairro São Francisco. O servidor público, que se aposentou como garçom da Assembleia Legislativa, tinha uma relação amorosa com a jovem, com quem tinha um filho. Embora não vivessem maritalmente, o casal mantinha relações de amizade em função da criança – Rairleny Ganum tinha um outro filho, de uma outra relação.

Familiares falam de possessividade por parte de Praxedes em relação a Rairleny e, após o desaparecimento do casal, chegaram a suspeitar que o garçom pudesse ter raptado a jovem a fim de viverem uma relação efetiva, fora da cidade, possivelmente em outro Estado e longe das cobranças dos parentes da mulher, que não o viam com bons olhos. Por isso, a Polícia Civil, ao começar a investigar o caso, passou a acompanhar a movimentação bancária do aposentado, sendo que, pelo menos em uma conta, cinco anos depois, não há qualquer movimentação.

Esta paralisação na conta bancária traz a possibilidade de o titular não estar mais vivo, admite a polícia. Mas haveria ainda a possibilidade de Praxedes ter outras contas bancárias, que continuam sendo buscadas pela Polícia via Justiça, junto ao Banco Central. No entanto, cinco anos depois, são cada vez maiores as possibilidades de o casal não está mais com vida.

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