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29 julho 2021 9:08 am

Drauzio Varella e Globo são condenados a pagar R$ 150 mil após reportagem com detenta

POR RD1

No ano passado, Drauzio Varella deu o que falar após reportagem com detentas trans para o Fantástico, da Globo. A Justiça agora determinou que o médico e a emissora carioca paguem indenização ao pai de um menino de 9 anos morto por entrevistada pelo famoso.

A informação foi confirmada pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, que disse que a juíza Regina de Oliveira Marques, do Tribunal de Justiça de São Paulo, acolheu a ação do pai do menino que morreu por Suzy de Oliveira, a qual pedia indenização por dano moral. A decisão, porém, ainda cabe recurso.

A reportagem foi exibida no Fantástico em março de 2020. Nas imagens veiculadas, o médico do programa da Globo abraça Suzy, condenada por matar e estuprar o garoto em 2010.

Na ação, o autor da acusação declarou que, após a transmissão da matéria, a detenta recebeu “piedade social”, enquanto que ele sofreu novo abalo psicológico por reviver os fatos.

Para a juíza, a reportagem foi negligente, ao não ter tido o “discernimento de procurar conhecer os crimes cometidos por seus entrevistados”, e que o conteúdo causou “desassossego do autor e situação aflitiva com implicação psíquica”.

“Qualquer expectador foi induzido erroneamente a acreditar que os entrevistados seriam meras vítimas sociais, devendo ser ressaltado que, mesmo se tratando os entrevistados de autores de crimes contra o patrimônio e sua sexualidade, não implicaria em serem assim tratados, já que perniciosos à sociedade como um todo”, determinou a Justiça.

Drauzio Varella declarou, por meio de sua filha para a publicação, garantiu que não se manifestará sobre a decisão. A Globo foi procurada, mas ainda não se posicionou.

O assunto repercutiu nas redes sociais depois da exibição do programa, após o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) divulgar documentos judiciais que apontam que Suzy foi condenada pelo homicídio da criança.

Na época, Varella divulgou uma nota em suas redes sociais onde afirma “ser médico e não juiz” ao responder às críticas motivadas pelo abraço em Suzy Oliveira durante a reportagem.

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