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1 agosto 2021 3:23 pm

Educação se sentiu “discriminada” com a rápida resolução da greve da Saúde

Presidente do Sinteac ressaltou que categoria não confia mais no atual governo

POR LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

Discriminados. Assim os profissionais da Educação pública se sentiram ao verem a greve da Saúde chegando ao fim nesta quarta-feira (16) apenas dois dias após seu início, afirmou ao ContilNet a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.

A greve da Educação teve o mesmo desfecho nesta quinta (17). No entanto, professores e servidores tiveram de esperar 34 dias para uma proposta que atendesse suas demandas. De lá pra cá, houve ação judicial determinando o fim da greve, audiência de conciliação com o Estado e muito movimento nas ruas, com direito a faixas com provocações ao governador Gladson Cameli (Progressistas).

Ficou o ressentimento. Rosana afirma que os trabalhadores da Educação não confiam mais no atual governo e que a greve, na verdade, não chegou ao fim, mas foi suspensa até fevereiro do ano que vem, quando o governo ficou de mandar para votação na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) parte das promessas feitas nas últimas horas.

Entre elas está o retorno do auxílio alimentação no valor de R$ 420, a reposição inflacionária referente aos anos de 2019 e 2020, a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), entre outros.

Algumas demandas referentes às condições de trabalho na pandemia foram atendidas de imediato. O governo vai garantir notebooks e planos de internet aos educadores, além de equipamentos de proteção individual. A vacinação, uma cobrança do início da greve, já havia sido atendida pelas prefeituras.

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