Lei Henry Borel Ă© aprovada na CĂąmara dos Deputados e projeto segue para anĂĄlise do Senado

Lei Henry Borel Ă© aprovada na CĂąmara dos Deputados e projeto segue para anĂĄlise do Senado
(Foto: Reprodução) O menino Henry tinha 4 anos

Na Ășltima semana, a CĂąmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei de nÂș 1.360/2021, tambĂ©m conhecida como Lei Henry Borel, que visa criar mecanismos para que crianças e adolescentes sejam protegidos em casos de violĂȘncia familiar e domĂ©stica, semelhantes aos da Lei Maria da Penha. A lei considera como crimes as açÔes que levem Ă  lesĂŁo, sofrimento fĂ­sico, sexual ou psicolĂłgico, e morte da vĂ­tima.

O projeto, que agora segue para anålise do Senado, a Justiça poderå prender os acusados e afastar a criança do convívio familiar nestes tipos de casos, bem como dos familiares e testemunhas; suspensão de visitas; acompanhamento psicossocial; e proteção para as pessoas que denunciarem os casos.

AlĂ©m disto, o texto prevĂȘ pena de reclusĂŁo de quatro a seis anos em regime fechado para casos de infanticĂ­dio no perĂ­odo do parto ou pĂłs-parto, e de 12 a 30 anos para crimes fora deste perĂ­odo puerperal. TambĂ©m destaca que pessoas que sĂŁo negligentes ou omissas a esse tipo de crime sofram consequĂȘncias penais.

DADOS DE VIOLÊNCIA FÍSICA INFANTIL

De acordo com os Ășltimos dados divulgados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do MinistĂ©rio da SaĂșde, atualizados em março de 2021, somente em 2019 foram registrados 62.537 casos de violĂȘncia fĂ­sica com frequĂȘncia entre menores de 19 anos de idade. Este nĂșmero Ă© o maior registrado atĂ© entĂŁo.

JĂĄ no estado do Acre, os grĂĄficos registraram 503 notificaçÔes, apresentando um aumento de 120 em comparação com 2018, que apresentou 383 casos. Vale ressaltar que estas denĂșncias sĂŁo feitas atravĂ©s do Disque 100.

CASO HENRY BOREL

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 08 de março de 2021 após ser vítima de uma série de agressÔes físicas dentro da casa onde morava. Os exames feitos indicaram hemorragia interna e vårios edemas pelo corpo. O padrasto, Jairo Souza Santos Jr., conhecido como dr. Jairinho, e a mãe, Monique Medeiros, são apontados como os principais suspeitos pelas investigaçÔes e estão reclusos em prisão preventiva desde o dia 08 de abril, acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura.

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