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19 setembro 2021 6:23 pm

Ao ContilNet, delegado fala sobre nudez em praça pública de Brasiléia: “Não dá mais!”

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 03/08/2021 15:17

Construída para ser um ponto turístico e área de lazer da população de Brasiléia, município do Alto Acre, a Praça Ugo Poli, que homenageia um ex-padre que atuou na região, no centro da cidade, está se transformando num antro de bebedeiras e até de ações que descambam de sexo dentro de veículos ou ao ar livre, gritarias e, em casos mais graves, até de violência. O último final de semana no local não foi diferente: entre as cenas bizarras houve o registro de um homem circulando pelo local completamente sem roupas e até uma prisão em flagrante, de um tenente do Exército brasileiro, por desacato à Polícia Militar. O nome do oficial não foi revelado.

Era madrugada do dia 1 de agosto, domingo, quando veículos dos mais variados tipos, sempre lotados por homens e mulheres, começaram a estacionar em volta da praça. Não por acaso, a praça fica localizada na frente do Fórum da cidade, próxima à sede da secretaria municipal de saúde, além de escritórios e residências, incluindo um hotel. Mas, sem se importar com o sossego público, os ocupantes dos veículos, devidamente abastecidos com cervejas e outras bebidas em geleiras portáteis, ligam os sons de seus veículos e transformam o local numa espécie de pista pública de dança. Quem não sai para dançar é porque fica no carro fazendo inclusive sexo.

Um delegado de polícia civil recém-chegado a cidade viu a movimentação e, incomodado, chamou a Polícia Militar. Uma guarnição foi ao local e, ao tentar desfazer o tumulto, encontrou pela frente um oficial do Exército. Embriagado, o tenente se dizia filho de um coronel e passou a ameaçar os policiais militares. Ele não acatou o decreto de prisão em flagrante por desacato e ameaçou deixar o local, mas foi contido e levado à delegacia. Foi flagranteado mas posteriormente entregue ao comando do Exército no município. Consta que o pai do tenente é um coronel que também serve no local e agiu para que o filho não permanecesse preso na delegacia.

As cenas grotescas na praça passaram a se registrar, segundo moradores das adjacências, com o arrefecimento da pandemia do coronavirus, quando as pessoas passaram a sair para se divertir e escolheram o local como ponto de encontro. “Isso acontece quase sempre após à meia noite, nos finais de semana, quando os bares e boates fecham e as pessoas ficam sem opção e resolvem esticar até a praça para beber, ouvir música, dançar e namorar”, disse um morador.

O problema é tão grande que incomoda até quem não mora na cidade, como é o caso do delegado de polícia Luis Tonin, que mora em Epitaciolândia. Marido da delegada de polícia Carla Brito, que atua em Brasileia, o casal, quando está de folga, costumava levar a filha para passear na praça. “Mas agora não dá mais. A praça está sempre cheia de cacos de vidros de garrafas quebrados nas calçadas, com muito lixo, fezes, urinas, uma tristeza”, disse o delegado.

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