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16 setembro 2021 8:17 pm

Aumenta tensão entre poderes em Brasília, revela deputada

Perpétua reproduz denúncia de Jugman de que Bolsonaro queria quebrar vidraças do STF com uso de aviões da FAB

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 21/08/2021 14:32

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), que foi assessora do Ministério da Defesa durante o Governo deposto de Dilma Russef, está fazendo divulgar, através de suas redes sociais, entrevista do ex-ministro Raul Jugman dando conta que a implicância do presidente Jair Bolsonaro com o Supremo Tribunal federal (STF) vem de muito antes de seu pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O pedido foi apresentado na última-sexta-feira (20), ao Senado Federal, a quem compete, privativamente, julgar os crime de ministros da corte e do presidente da república.

De acordo com o ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann, em entrevista à revista Veja publicada nessa sexta-feira (20), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou que jatos sobrevoassem o Supremo Tribunal Federal (STF) acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio. O episódio teria sido antes de os últimos comandantes do Exército Brasileiro (EB), da Marinha do Brasil (MB) e da Força Aérea Brasileira (FAB) decidiram deixar os cargos por respeito à Constituição Federal.

Os então titulares do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior; e da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez, deixaram os postos em março deste ano, após se reuniram com o ex-ministro da Defesa general Fernando Azevedo e Silva, que também deixou o cargo.

“Ele [Bolsonaro] chamou um comandante militar e perguntou se os jatos Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio. Bolsonaro mandou fazer isso, tenho um depoimento em relação a isso. Ao confrontá-lo com o absurdo das ações desse tipo, eles foram demitidos”, disse Jungmann.

Jungmann também garantiu que as Forças Armadas não estão disponíveis para nenhuma aventura ou golpe, mas avaliou que o desfile de blindados da Marinha, no último dia 10, se tratou de uma “ameaça real ou simbólica”.

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