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21 setembro 2021 4:06 pm
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Decapitadores de Manaus são condenados a mais de 200 anos de prisão

Grupo mata três pessoas, filma decapitação e publica as cenas horrorosas em rede de aplicativos

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

A decapitação de um jovem e o assassinato de mais duas pessoas com outros requintes de perversidade, em Manaus, no Amazonas, em outubro de 2018, rendeu aos assassinos uma condenação superior a 200 anos de prisão, em julgamento encerrado na noite de terça-feira (03). Pablo Lima Freitas, Hudson Araújo de Souza e Paulo Henrique Porfiro de Souza foram condenados pelo Conselho de Sentença da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus pelo homicídio de Emily de Sousa Lima (18 anos), Joedson Maia Nobrega (21) e Lorena Amaral de Souza (18), crime ocorrido no bairro Armando Mendes, Zona Leste de Manaus, com penas que, somadas em relação aos três réus, chegaram a 202 anos de prisão.

Pablo Lima Freitas foi condenado a 66 anos de reclusão; Hudson Araújo de Souza, a 69 anos de prisão. Paulo Henrique Porfiro de Souza também recebeu condenação por parte do Conselho de Sentença, ficando sua pena fixada em 67 anos de reclusão. Todos em regime fechado.

Único dos três réus que respondia ao processo em liberdade, Paulo Henrique compareceu ao julgamento e teve a prisão preventiva decretada durante a leitura da sentença. Hudson e Pablo estão presos desde a época do crime.

A 15.ª Promotoria de Justiça da capital destacou o promotor de justiça Marcelo Almeida para atuar na acusação. O defensor público Inácio de Araújo Navarro trabalhou na defesa dos réus.

De acordo com o inquérito da Polícia Civil do Estado do Amazonas, que originou a denúncia do Ministério Público, os três crimes aconteceram quando Hudson e mais três criminosos e um adolescente de 15 anos, apreendido no mesmo dia, torturaram e mataram as vítimas e registraram em vídeo. Ainda conforme a denúncia, eles amarraram as vítimas, as agrediram fisicamente, golpearam com faca e até chegaram a degolar uma delas.

A tortura foi compartilhada nas redes sociais e, segundo a polícia, as vítimas foram mortas porque estariam passando informações sobre o bando a integrantes de facções rivais. Das sentenças ainda cambem apelações.

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