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12 setembro 2021 2:44 am

Delegado de Epitaciolândia acredita que assassinos de boliviana podem estar escondidos em Pando

Polícia brasileira entra em contato com autoridades da Bolívia em busca da localização dos envolvidos no crime

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 05/08/2021 12:17

O assassino da mulher de nacionalidade boliviana identificada como Maria Eugênia Alavi Burgoa, de 40 anos, morta na manhã de quarta-feira (04), em Epitaciolândia, no Alto Acre, e o comparsa que o ajudou na fuga após o crime, está homiziado na cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, do outro lado da fronteira. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira (05) pelo delegado de polícia civil em Epitaciolândia, Luis Tonini, em entrevista exclusiva ao ContilNet.

O delegado disse ainda que já entrou em contato com as autoridades bolivianas a fim de que os criminosos sejam identificados e presos. Há dúvidas quanto à nacionalidade dos assassinos e suas identidades não foram reveladas porque ambos estavam usando capacetes. O executor do crime, por exemplo, agiu com extrema frieza ao atirar na mulher em plena feira do Mercado Municipal “Walter Fernandes Farias”, na presença de várias pessoas. Toda ação foi inclusive filmada por câmeras de segurança.

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Após vídeo de boliviana morta a tiros, ContilNet tem acesso a denúncia de furto registrada na última semana

O vídeo mostra que o assassino entra na feira a pé, com o capacete e, no meio do trajeto, saca a arma e atira na cidadã boliviana praticamente à queima roupa. Em seguida, arranca a bolsa que ela trazia a tiracolo e foge correndo ao encontro de outro homem que o esperava do lado de fora, numa moto. Em seguida, saíram em alta velocidade e entraram em território boliviano.

Entre as várias linhas de investigação, a polícia trabalha também com a possibilidade de a execução ter ocorrido por problemas anteriores, em território boliviano e que o assalto à bolsa seria apenas um ato a fim de confundir a polícia sobre a real motivação do crime. “Mas qualquer que tenha sido a motivação, embora não possamos ignorar as outras linhas de investigação, trabalhamos com a ideia do latrocínio – até por se tratar de um crime cuja pena é bem maior que a do homicídio qualificado”, disse o delegado.

Comerciante e moradora de Cobija, Maria Eugênia Alavi Burgoa era uma cidadã querida na região de fronteira. Semanalmente, ela ia a Epitaciolândia adquirir frutas e verduras junto aos feirantes locais para revendê-los na Bolívia. As compras eram feitas com pagamento à vista, razão pela qual a mulher estava sempre com elevadas quantias de dinheiro na bolsa, o que teria chamado a atenção dos bandidos.

VEJA AQUI O VÍDEO

Uma outra linha de investigação, no entanto, busca esclarecer uma denúncia, feita uma semana antes, em que um amigo de Maria Eugênia, Paulo Paulino, denuncia à polícia furto de mercadorias num boxe local que ele emprestava à boliviana para guardar suas mercadorias. Há informações de que, dias antes, a mulher havia sido ameaçada para que retirasse o nome de uma determinada pessoa da lista de suspeitos do furto.

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