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Rio Branco
21 setembro 2021 11:39 am
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Jarude diz que Bocalom foi irresponsável ao pedir devolução do Saerb para o município

POR THIAGO CABRAL, DO CONTILNET

Reversão

Um dos primeiros atos de Tião Bocalom (PP) como prefeito, ainda no início deste ano, foi solicitar ao Governo do Estado a reversão do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), que estava sob a égide do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa), para o município. O pedido do prefeito foi atendido pelo governador Gladson Cameli (PP) ainda em fevereiro, quando assinou um decreto que instituiu uma Comissão Interinstitucional para conduzir todo o processo de reversão do serviço público de saneamento básico.

Atraso

Nas redes sociais, o vereador Emerson Jarude (MDB) disse que o Saerb pediu mais um mês de prazo para assumir o sistema de água e esgoto de Rio Branco. Para o parlamentar, o atraso se deve a falta de um quadro técnico qualificado no município para assumir o controle do órgão. “O problema não é prazo, é gestão”, disparou.

Irresponsabilidade

Ainda de acordo com o vereador, ao querer a devolução do saneamento para o município, “sem ao menos conhecer a realidade e preparar, minimamente, o ambiente de gestão para ofertar um serviço de qualidade”, o prefeito Tião Bocalom foi irresponsável. “Mais uma vez o prefeito tampou os ouvidos para tudo aquilo que alertamos”, alfinetou.

Saúde

O senador Sérgio Petecão (PSD) anunciou hoje que vai destinar R$ 5,6 milhões provenientes de emenda parlamentar para a saúde pública de 20 municípios acreanos. “Estive em vários locais nas últimas semanas e todos reiteraram o pedido para intercedermos no pagamento de emendas para a saúde”, disse. O recurso deve ser investido em campanhas de vacinação, compra de materiais descartáveis e insumos para o combate à dengue e ao coronavírus. A verba pode ajudar ainda no aumento da capacidade de atendimento do SUS nas regiões beneficiadas.

Continua de molho

O ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), continua de molho nas suas andanças e nas articulações políticas com vistas a 2022. É que há cerca de quatro semanas, o petista se contundiu durante uma “pelada” e precisou ser submetido a uma cirurgia. À coluna, o ex-prefeito disse que já voltou a trabalhar, mas ainda precisa usar muletas. “Ainda vou iniciar a fisioterapia”, disse.

Vampirão

Em Brasília, o deputado federal Flaviano Melo (MDB) e o vereador de Rio Branco Emerson Jarude (MDB) participaram hoje de um evento da Fundação Ulysses Guimarães, braço de formação política do MDB, que reuniu diversas personalidades do partido. A fundação lançou o manifesto “Todos Por Um Só Brasil”, que segundo o deputado é “um manifesto do MDB em defesa de um Brasil melhor pra todos”. Mas o que chamou mesmo a atenção foram as fotos do deputado, publicadas nas redes sociais, ao lado do ex-presidente da República Michel Temer, que aparenta estar ainda mais jovem, fazendo jus a alcunha que recebeu nos tempos de Palácio da Alvorada, a de “vampirão”.

Terceira via

Na mesma postagem, o parlamentar acreano deixou claro que aposta em uma candidatura fora da polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (Sem partido) para as eleições presidenciais em 2022. “Somos a terceira via, no próximo ano, contra o radicalismo que assola nossa gente. O Brasil precisa e o MDB é o ponto de equilíbrio para avançar”, escreveu.

Briga na base

As críticas que os deputados estaduais da base governista têm feito contra alguns secretários do Governo Gladson tem se tornado cada vez mais recorrentes. Mas de acordo com o líder do governo na Aleac, o deputado Pedro Longo (PV), a situação já vem sendo superada. “Ocorreu um mal-estar nas entregas das ambulâncias, por uma falha do cerimonial, e isso provocou um certo constrangimento. Mas já está sendo superado. Isso faz parte, os deputados mandam o recado e o governo entende o recado. Mas na base estamos muito unidos”, disse.

Ciúmes

De acordo com Longo, o motivo de tantas críticas é uma crise de ciúmes. “As diferenças ocorrem porque alguns secretários têm se apresentado como candidatos, e isso é normal nesse período eleitoral. Esse ruído é normal, é da política. Quem está no mandato não gosta de ver um secretário ou um gestor de um órgão se destacando, pois o enxergam como concorrentes. Creio que o governador, em algum momento, vai definir um prazo para que quem queira ser candidato se afaste do governo, e nós achamos justa essa solução”.

Sem união

Já o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), acredita que os ruídos na base governista ocorrem por por “falta de um projeto que os unifique”. De acordo com o deputado, “a base do governo tem encontrado a cada dia mais dificuldades políticas para sua sobrevivência. São as disputas de espaço de poder que causam esses atritos”. O deputado fez ainda uma previsão pouco animadora para o governador Gladson Cameli, a de que “daqui pra frente as divergências tendem a se aprofundar ainda mais”.

Projeto de governo

O deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Acre, Jenilson Leite (PSB), disse que seu projeto de governo será pautado na tríade Saúde, Educação e Produção. Jenilson contou à coluna que por enquanto tem andado todos os municípios do estado e escutado à população sobre suas principais demandas, e em um segundo momento pretende sistematizar tudo isso em um projeto de Estado, que vai definir as diretrizes de governança em curto, médio e longo prazo. O deputado sinalizou ainda que a questão ambiental também terá grande relevância em seu projeto de governo.

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