JuĂ­za de BrasĂ­lia rejeita denĂșncia contra Lula e todos envolvidos no caso do sĂ­tio

JuĂ­za de BrasĂ­lia rejeita denĂșncia contra Lula e todos envolvidos no caso do sĂ­tio
Reprodução

A juĂ­za Pollyanna Kelly Alves, substituta da 12ÂȘ Vara da Justiça Federal em BrasĂ­lia, rejeitou a denĂșncia contra Lula e todos os acusados no processo do sĂ­tio de Atibaia. A decisĂŁo, publicada neste sĂĄbado, praticamente enterra a investigação do sĂ­tio, jĂĄ que o caso volta Ă  estaca zero.

A juĂ­za negou o pedido do procurador da RepĂșblica Frederico Paiva para que fosse reiniciada a ação penal contra o ex-presidente. O magistrada diz que o MinistĂ©rio PĂșblico Federal nĂŁo apresentou provas para reiniciar a ação, apĂłs o Supremo Tribunal federal (STF) decretar a nulidade dos atos praticados pelo entĂŁo juiz Sergio Moro nos casos envolvendo Lula.

“No presente caso, reitero, a mera ratificação da denĂșncia sem o decotamento das provas invalidadas em virtude da anulação das decisĂ”es pelo Supremo Tribunal Federal mediante o cotejo analĂ­tico das provas existentes nos autos nĂŁo tem o condĂŁo de atender ao requisito da demonstração da justa causa, imprescindĂ­vel ao seu recebimento”, diz a decisĂŁo.

AlĂ©m de rejeitar a denĂșncia, Pollyanna Kelly Alves extinguiu a punibilidade de Lula e dos demais envolvidos com mais de 70 anos. Ela afirma que os crimes estĂŁo prescritos para quem tem mais de 70 anos, como o dono da Odebrecht, EmĂ­lio Odebrecht, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar, ex-presidente da OAS, LĂ©o Pinheiro, entre outros. Eles chegaram a ser condenados na segunda instĂąncia, mas a ato caiu apĂłs o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, anular, em março, todas as condenaçÔes da 13a Vara Federal de Curitiba. Com isso, o caso sĂ­tio e outros fora enviados para a Justiça de BrasĂ­lia.

“NĂŁo cabe ao Poder JudiciĂĄrio atuar como investigador nem como acusador. O magistrado Ă© o fiador do devido processo legal e o garantidor da ampla defesa e do contraditĂłrio”, diz a magistrada.

Em junho, Moro foi considerado parcial pela suprema corte e, com base nisso, a juĂ­za Pollyanna Kelly Alves rejeitou a denĂșncia, apontando que as provas colhidas se tornaram nulas. Moro atuou em toda instrução do processo, mas a sentença foi proferida pela juĂ­za substituta da 13a vara Gabriela Hardt.

A defesa de Lula afirmou que jĂĄ tinha apresentado cinco petiçÔes nas quais indicou que o caso nĂŁo poderia ser retomado. “Na Ășltima, mostramos que o procurador de BrasĂ­lia pediu a reabertura da ação sem indicar qualquer elemento concreto, alĂ©m de errar atĂ© o nome das pessoas que ele pretendia processar, diz o advogado Cristiano Zanin Martins.

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