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21 setembro 2021 10:19 am

Lula recebe ‘Zé Pilintra’ em evento com mãe de santo no Ceará

Em viagem ao nordeste, o ex-presidente Lula (PT) foi recebido por representantes de religiões afro-brasileira em Fortaleza (CE) e recebeu “Xangô” e “Zé Pilintra”

POR GOSPEL MAIS

Última atualização em 24/08/2021 09:37

Em viagem ao nordeste, o ex-presidente Lula (PT) foi recebido por representantes de religiões afro-brasileira em Fortaleza (CE) e recebeu “Xangô” e “Zé Pilintra”.

Circula nas redes sociais um vídeo do encontro de Lula com um grupo praticante da umbanda. Nesse vídeo, a mãe de santo diz que Lula é “homem de xangô” e acrescenta que o ex-presidente havia sido injustiçado ao ser condenado pelos crimes cometidos.

“Ninguém vence a força de Xangô. Você, como um homem de Xangô, enfrentou o que muita gente não enfrentaria: a justiça batida na porta, a dor sofrida e as noites na prisão”, declarou a mãe de santo.

Lula, que estava acompanhado do governador cearense, Camilo Santana (PT-CE), foi condecorado com colares ritualísticos pela mãe de santo, que em seguida, entregou a ele uma imagem de Zé Pilintra, uma das principais entidades cultuadas pelos umbandistas.

“Em nome do meu povo da umbanda do Ceará eu lhe entrego Zé Pilintra das Almas, um grande mestre e curador”, disse ela ao entregar o presente.

O pastor Danilo Figueira, líder da Comunidade Cristã de Ribeirão Preto (SP) e escritor, repercutiu o vídeo no Twitter, abordando a questão espiritual e sua influência no cenário político do país.

“Lula já está ‘ungido’ para sua missão. A luta pelo governo do Brasil vai muito além de política, ideologia e interesses financeiros. Ela é espiritual! Enquanto isso, tantos crentes e profetas dormem ‘em cima do muro’, introduziu o pastor.

Falando sobre os aspectos meramente seculares, o pastor Figueira afirmou que “as manifestações contidas neste vídeo são legítimas” pois há um preceito de liberdade religiosa na sociedade brasileira: “Tanto a fé das mães de santo, quanto a submissão de Lula à ‘Xangô’ e ‘Zé Pilintra’ são liberdades que precisam ser preservadas num país democrático. Cada um escolhe o seu próprio altar e destino”, escreveu.

“Da mesma maneira, a nossa liberdade como cristãos, de dizer ‘não’ à esta regência espiritual sobre a nação, precisa ser garantida. Mas… De que vale a liberdade, se a omissão e a covardia forem maiores? Acorda, igreja!”, concluiu Figueira.

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